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Porto Alegre, terça-feira, 25 de Setembro de 2018

  • 07/07/2018
  • 15:23
  • Atualização: 15:24

Surto de ebola no Congo foi contido em grande parte, diz OMS

Para declarar encerrado, a organização da Saúde precisa aguardar 42 dias após o último registro

OMS precisa aguardar 42 dias após o último registro para decretar o fim do surto | Foto: Junior D. Kannah / AFP / CP memória

OMS precisa aguardar 42 dias após o último registro para decretar o fim do surto | Foto: Junior D. Kannah / AFP / CP memória

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  • Agência Brasil

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou neste sábado que o surto de ebola na República Democrática do Congo foi contido em grande parte e que o risco de propagação do vírus na região é considerado baixo. Por meio de seu perfil na rede social Twitter, ele agradeceu ao governo do país, ao Ministério da Saúde local e aos parceiros pelo que chamou de “trabalho incansável”. “Permanecemos em vigilância e torcemos para que o surto chegue ao fim logo”, concluiu Tedros.

Por meio de comunicado, a OMS informou que os trabalhos de identificação de pessoas que tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados da doença no país foram concluídos no dia 27 de junho, quando o último grupo que havia sido exposto ao vírus completou 21 dias de monitoramento sem apresentar sintomas.

Ainda de acordo com a entidade, no dia 12 de junho, o último paciente diagnosticado com ebola na província de Équateur recebeu alta médica e foi liberado após ser submetido a dois exames de sangue que apresentaram resultados negativos para a doença.

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Antes que o surto seja declarado encerrado, a OMS deve aguardar um total de 42 dias (duas vezes o período de incubação do vírus) após o registro da última pessoa exposta a um paciente infectado sem que nenhum novo caso confirmado seja detectado.

De 1º de abril a 3 julho, 53 casos de ebola foram confirmados na República Democrática do Congo, incluindo 29 mortes. O total inclui 38 casos confirmados laboratorialmente e 15 casos prováveis (pacientes considerados suspeitos para a doença, mas que morreram antes que a coleta de sangue fosse feita). Cinco casos envolveram profissionais de saúde, dos quais quatro foram confirmados e dois morreram.