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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de Novembro de 2018

  • 07/07/2018
  • 17:08

Governo do Haiti suspende alta de preços após ultimato do parlamento

Centro comercial foi saqueado por manifestantes e lojas e veículos foram incendiados

Populares realizaram manifestações contra o aumento de combustíveis | Foto: Hector Retamal / AFP / CP

Populares realizaram manifestações contra o aumento de combustíveis | Foto: Hector Retamal / AFP / CP

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  • AFP

O premier do Haiti, Jack Guy Lafontant, anunciou neste sábado a suspensão, "até novo aviso", da alta impopular do preço de produtos petroleiros, minutos depois que o líder da câmara baixa ameaçou tomar o governo se a medida não fosse revertida. "O governo anuncia a suspensão da medida de ajuste do preço de produtos petroleiros até novo aviso", publicou Lafontant no Twitter.

Pouco antes, o presidente da Câmara dos Deputados do Haiti, Gary Bodeau, lançou um ultimato de duas horas ao governo para que este revertesse sua decisão de aumentar o preço dos combustíveis. "Se não houver resposta em um prazo de duas horas, o governo será considerado demitido e, a partir de segunda-feira, o parlamento tomará as disposições necessárias", declarou Bodeau.

As atividades em Porto Príncipe estão paralisadas desde ontem, quando foi anunciado um aumento importante das tarifas de produtos petroleiros. Hoje, a maioria das principais vias estavam obstruídas por barricadas, e todos os voos da manhã com destino à capital haitiana foram cancelados.

Um centro comercial foi saqueado por manifestantes durante o dia, e lojas e veículos foram incendiados, diante da ausência de policiais. Um oficial designado para a fazer a segurança de um líder opositor foi linchado ontem ao tentar forçar a sua passagem por uma barricada, e seu corpo foi incinerado no meio da rua.

Frente a violência, o presidente da câmara baixa pediu calma à população, convidando os manifestantes a voltar para casa. Os ministérios de Economia, Finanças, Comércio e Indústria haviam anunciado ontem um aumento do preço da gasolina (de 38%) e de outros derivados de petróleo.