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Porto Alegre, sábado, 17 de Novembro de 2018

  • 10/07/2018
  • 10:56
  • Atualização: 15:03

Tailândia vive clima de comemoração após resgate de grupo preso em caverna

Brasileiro que mora na região diz que não se fala em outro assunto

Tailândia vive clima de comemoração após resgate de grupo preso em caverna  | Foto: Ye Aung Thu / AFP / CP

Tailândia vive clima de comemoração após resgate de grupo preso em caverna | Foto: Ye Aung Thu / AFP / CP

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  • R7

O clima é de comemoração em Chiang Rai, na Tailândia, depois que os doze meninos membros de um time de futebol juvenil e seu técnico terminaram de ser retirados de uma caverna inundada nesta terça-feira. É o que afirma o brasileiro Anderson Marcicano, que mora na região há dois anos, em entrevista ao R7.

"Ainda não fui à rua, mas escutei pessoas gritando e comemorando. Na internet também todos se manifestam — estão todos felizes e alegres com o sucesso da operação", diz Marcicano, que tem 39 anos e trabalha como professor de massagem tailandesa.

A equipe de socorristas trabalhava havia três dias para retirar todas as 13 vítimas da caverna Tham Luang, que se encontra inundada. A missão de resgate foi concluída por volta das 18h50min no horário local (8h50min no horário de Brasília) depois que o técnico de 25 anos e a última vítima saíram da gruta com segurança.

Estado de saúde como critério 

Três outros jovens já haviam sido regatados nesta terça-feira e oito dos meninos foram resgatados em macas durante os dois primeiros dias da missão — quatro no domingo e quatro na segunda-feira. O critério para a sequência de resgates foi o estado de saúde das vítimas: os mais necessitados foram levados primeiro.

Segundo o brasileiro, não se fala em outro assunto em Chiang Rai desde que os garotos desapareceram, no último dia 23 de junho. “Em todos os lugares que você vai, tem alguém acompanhando algum desdobramento do resgate no celular. Em restaurantes, na rua, em escolas, bares, os comentários sempre giram em torno do caso”, revela.

Isolamento em hospital 

Marcicano conta que as proximidades da caverna continuavam lotadas de voluntários, curiosos e jornalistas ainda nesta terça-feira: “O acampamento na base da caverna, entretanto, foi bloqueado para não dificultar o trabalho da equipe de resgate. Repórteres e voluntários que cuidavam de comida e primeiros-socorros foram retirados e agora se agrupam na cidade, na porta dos hospitais e na estrada que dá acesso a Tham Luang”.

Os jovens resgatados estão agora em isolamento em uma unidade de terapia intensiva do hospital Chiang Rai Prachanukroh, onde recebem cuidados médicos e devem permanecer por pelo menos uma semana. A expectativa agora é para que as autoridades divulguem o estado de saúde dos garotos — que têm idades entre 11 e 16 anos — e seu técnico de futebol, de 25 anos.

“Aqui, até mesmo a imprensa não tem muita certeza sobre o que deve acontecer a partir de agora. Os relatos são todos divulgados pelo governo. As pessoas ficam na esperança de ter uma notícia nova a qualquer momento, mas a verdade é a mídia em si também está carente de informação”, pondera Marcicano.