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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

  • 27/07/2018
  • 19:05
  • Atualização: 19:09

Ilha de Páscoa limita permanência de turistas e residentes

Visto de turista terá duração de apenas um mês a partir de quarta-feira

Ilha de Páscoa limita permanência de turistas e residentes  | Foto: Gregory Boissy / AFP / CP

Ilha de Páscoa limita permanência de turistas e residentes | Foto: Gregory Boissy / AFP / CP

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  • AFP

A turística Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, vai impor um limite para a permanência de turistas e residentes devido ao crescente número de estrangeiros que querem virar moradores permanentes.

A restrição, aprovada no Congresso do Chile em março passado, entrará em vigor na próxima quarta-feira em todo este território insular localizado a 3,5 mil quilômetros de distância do continente, reduzindo de 90 para 30 dias o prazo máximo de estadia dos turistas, tanto no caso dos chilenos que não pertencem à etnia rapa nui como dos estrangeiros.

A normativa impõe, ainda, uma série de requisitos para quem quiser morar neste território, cujos primeiros habitantes eram em sua maioria da etnia polinésia rapa nui e que atrai mais de 100 mil turistas por ano, principalmente por suas enigmáticas estátuas de pedra chamadas “Moais”.

O último censo, de 2017, determinou que a população da Ilha de Páscoa é de 7.750 pessoas, cerca do dobro da que tinha há algumas décadas, em meio a um crescente auge do turismo e desenvolvimento imobiliário. “Os estrangeiros estão tomando a ilha”, afirmou à agência de notícias AFP o prefeito da Ilha de Páscoa, Pedro Pablo Edmunds Paoa, acrescentando que atualmente cerca de 3 mil pessoas que vivem na ilha estão sobrando.

“Estão prejudicando a idiossincrasia local, a cultura milenar está mudando e isso não é positivo”, disse, apontando que as cifras de delinquência e violência aumentaram.

A pressão turística levou ao limite todos os serviços básicos da ilha, especialmente a administração do lixo, disse à AFP Ana María Gutiérrez, assessora ambiental do município.

A nova lei estabelece vários requisitos para permanecer vivendo na ilha, entre eles ser pai, mãe, cônjuge ou filho de uma pessoa que pertence ao povo rapa nui. Fora desta ascendência, poderão viver na ilha funcionários públicos, trabalhadores de organizações que prestem serviços ao Estado e pessoas que desenvolvam alguma atividade econômica independente nesse território junto às suas famílias.

Além disso, quem entrar na ilha deverá apresentar a reserva do hotel onde se hospedará ou uma carta de convite de algum residente. A normativa estabelecerá, ainda, uma capacidade máxima demográfica, que deverá ser estabelecida por um conselho que será criado especialmente para estes fins.

“Não estou de acordo com esta normativa, não é suficiente porque não abrange todas as aspirações da ilha”, disse o prefeito, admitindo que sua postura e a de “muitos rapa nui” era o “fechamento total” para a chegada de novos residentes.


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