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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

  • 31/07/2018
  • 11:13
  • Atualização: 12:07

Polícia resgata mais dois corpos no mar após incêndio na Grécia

Há ainda 25 pessoas consideradas desaparecidas

Vilarejo de Mati ficou totalmente destruído após as chamas | Foto: Savvas Karmaniolas / AFP / CP

Vilarejo de Mati ficou totalmente destruído após as chamas | Foto: Savvas Karmaniolas / AFP / CP

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  • AFP

A polícia portuária da Grécia resgatou mais dois corpos no mar após o incêndio de 23 de julho. Caso se confirme que as vítimas morreram em decorrência da tragédia, o número de mortos devido às chamas subiria para 93. Lanchas prosseguem com as buscas por outras eventuais vítimas.

"Após o incêndio recuperamos oito corpos, os dois últimos na segunda e terça-feira", afirmou uma fonte da Marinha Mercante. O primeiro cadáver foi encontrado na costa de Mati, localidade mais afetada pelas chamas, ao oeste de Atenas, e o segundo no golfo Sarônico, na costa oeste da região de Ática.

Foto: Louisa Gouliamaki / AFP / CP

No sábado, os bombeiros disseram que 25 pessoas eram consideradas desaparecidas e que todas elas poderiam estar entre os 28 corpos ainda não identificados. Muitos habitantes da região que se refugiaram na água para escapar das chamas afirmaram que precisaram aguardar várias horas antes do auxílio. Nove dias depois do incêndio, autoridades e voluntários ajudam os desabrigados.

O Ministério das Infraestruturas registrou 1.046 casas incendiadas de um total de 3.676 nas localidades afetadas. "No total, 1.803 imóveis são habitáveis, enquanto 827 sofreram danos importantes", afirmou o porta-voz do governo, Dimitris Tzanakopoulos, que anunciou o pagamento de subsídios e indenizações às vítimas e seus parentes.

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O primeiro-ministro Alexis Tsipras assumiu na sexta-feira a responsabilidade pela tragédia. Na segunda-feira, Tsipras visitou a região afetada pelo incêndio sem avisar a imprensa com antecedência. Partidos da oposição e meios de comunicação denunciaram a "visita relâmpago" como uma maneira de evitar a revolta dos moradores". "Se o primeiro-ministro fosse acompanhado por câmeras, vocês nos acusariam de fazer um 'show midiático'", rebateu Tzanakopoulos, que prometeu "iniciativas para enfrentar as irregularidades crônicas do país".