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Porto Alegre, sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

  • 02/08/2018
  • 00:49
  • Atualização: 00:54

Trump pede a procurador-geral que encerre investigação de ingerência russa nas eleições

Porta-voz da Casa Branca garantiu que presidente não tentou interferir no processo

Porta-voz da Casa Branca garantiu que presidente não tentou interferir no processo | Foto: Jim Watson / AFP / CP

Porta-voz da Casa Branca garantiu que presidente não tentou interferir no processo | Foto: Jim Watson / AFP / CP

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta quarta-feira ao procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, que ponha fim à investigação em andamento sobre a suspeita de ingerência da Rússia na eleição presidencial de 2016. "É uma situação terrível e o procurador-geral Jeff Sessions deveria interromper essa caça às bruxas agora mesmo, antes que manche ainda mais nosso país", tuitou Trump, referindo-se à investigação conduzida pelo procurador especial Robert Mueller.

Preocupada com o impacto da declaração, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, apressou-se em dizer que o presidente não emitiu uma "ordem" sobre o fim da investigação, mas apenas expressou sua "opinião". Na visão de Sanders, a mensagem postada por Trump no Twitter não deve ser vista como uma tentativa de interferir em um processo judicial. "O presidente não está obstruindo (a justiça). Está reagindo. O presidente expressou sua opinião, expressou isso claramente e expressa sua frustração com a corrupção que impera", insistiu a porta-voz.

Os advogados de Trump também minimizaram suas declarações: "o presidente utiliza tuítes para expressar suas opiniões e se preocupou em usar a palavra 'deveria'", comentou Rudy Giuliani. Momentos antes da coletiva de imprensa na Casa Branca, outro advogado de Trump, Jay Sekulow, disse ao Washington Post que "o presidente não emitiu uma ordem ou diretiva ao Departamento de Justiça sobre isso".

Até à data, este tuíte do presidente foi o ataque mais brutal contra a investigação que busca determinar o alcance da ingerência russa na eleição de 2016 e - o aspecto mais difícil para a Casa Branca - se houve algum tipo de conluio entre funcionários russos e o comitê de campanha de Trump.

Em uma sequência de mensagens, Trump atacou Sessions, Mueller, os agentes que participam da investigação, assim como o processo judicial contra o advogado Paul Manafort. Em 2016, ele dirigiu a campanha eleitoral republicana por um breve período e agora é acusado de fraude fiscal e bancária.

"O conluio da Rússia com a campanha de Trump, uma das mais bem-sucedidas da história, é uma farsa total", escreveu Trump.