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  • 05/08/2018
  • 21:30
  • Atualização: 21:34

Trump admite que filho se reuniu com russos para obter informações de rival

Presidente norte-americano disse que procedimento é considerado legal

Trump admite que filho se reuniu com russos para obter informações de rival | Foto: Saul Loeb / AFP / CP

Trump admite que filho se reuniu com russos para obter informações de rival | Foto: Saul Loeb / AFP / CP

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  • AFP

O presidente Donald Trump admitiu, neste domingo, que seu filho encontrou uma advogada russa na Trump Tower em 2016 "para obter informações sobre um oponente", mas afirmou ter sido "totalmente legal". Esse foi o reconhecimento mais claro de Trump de que o motivo da reunião em junho de 2016 foi obter os podres de Hillary Clinton, sua concorrente democrata à Presidência. Trump insistiu, no Twitter, que ele não soube à época do encontro de seu filho Donald Jr. e Natalia Veselnitskaya, advogada ligada ao Kremlin.

"Esse encontro foi para adquirir informações sobre um oponente, totalmente legal e acontece o tempo todo na política - e não deu em nada. Eu não sabia disso!". O Washington Post relatou neste domingo que Trump tem refletido se seu filho, involuntariamente, colocou-se em risco legal por se reunir com Veselnitskaya. A reunião da Trump Tower foi organizada pelo produtor musical britânico Rob Goldstone, que disse a Donald Jr. que tinha "informação que incriminaria Hillary Clinton e seu tratamento com a Rússia e que seria muito útil para seu pai". "Adoro", respondeu o filho do presidente republicano, segundo o Washington Post.

A reunião passou por um intenso escrutínio do procurador especial Robert Mueller, que está investigando se membros da campanha de Trump se aliaram a esforços da Rússia para interferir nas eleições de 2016 a favor dos republicanos. Trump classificou a reportagem de uma "mentira completa". Donald Jr. inicialmente disse em uma declaração ao The New York Times em julho de 2017 que a reunião era "principalmente" sobre a adoção de crianças russas por americanos. O Post informou que a declaração foi ditada pelo presidente.

O filho do presidente admitiu mais tarde que aceitou a reunião com Veselnitskaya, esperando obter informações que prejudicariam Clinton, mas assegurou que não conseguiu nada. Os advogados de Trump argumentam que a reunião, por si só, não violou nenhuma lei.

"A pergunta é: como pode chegar a ser ilegal?", declarou um dos advogados do presidente, Jay Sekulow, à rede ABC. "Que lei, estatuto, regra ou regulação foi violada?" As notícias sobre a reunião, à qual também assistiu o genro de Trump, Jared Kushner, e o principal funcionário de campanha do magnata republicano, Paul Manafort, começaram a se difundir em julho de 2017.