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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

  • 29/08/2018
  • 08:50
  • Atualização: 09:23

Equador amplia emergência e estuda fixar cotas para venezuelanos

Nos próximos dias 3 e 4, as autoridades do país convocaram reunião com representantes latino-americanos

Estado de emergência no país será mantido até o dia 30 de setembro | Foto: Andres Rojas / Reuters/ Direitos reservados / CP

Estado de emergência no país será mantido até o dia 30 de setembro | Foto: Andres Rojas / Reuters/ Direitos reservados / CP

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  • Agência Brasil

O governo do Equador anunciou a ampliação do estado de emergência em três províncias por conta do intenso fluxo de imigrantes venezuelanos na região. As províncias de Carchi, El Oro e Sucumbíos serão mantidas em estado de emergência até 30 de setembro. O Equador estuda ainda fixar cotas para a entrada de venezuelanos, como faz a União Europeia com os imigrantes africanos. Não foi detalhado como a medida seria executada nem expostos dados.

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Nos próximos dias 3 e 4, as autoridades do Equador convocaram uma reunião com representantes latino-americanos para discutir o êxodo venezuelano. Deverão participar também representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), da Organização Internacional para as Migrações (OIM), do Banco Mundial e da Corporação Andina de Fomento.

O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores equatoriano, José Valencia. Segundo ele, ingressaram no Equador 641,3 mil venezuelanos, no período de janeiro de 2017 a agosto deste ano, dos quais 524.8 mil deixaram o país e 120 mil permaneceram em cidades equatorianas.

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Prioridades

Para Valência, as prioridades em relação ao assunto envolvem os aspectos relativos à saúde, educação e segurança. Segundo ele, os imigrantes devem ser tratados de forma regulada e segura, como definem os direitos humanos. O chanceler também se disse preocupado com o tráfico de crianças e adolescentes.

O ministro defendeu a exigência de passaporte para venezuelanos, como forma de dar mais segurança. “Temos encontrado cédulas falsas, adulteradas e alteradas. Temos de regular a migração segura para todos”, destacou.

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