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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de Novembro de 2018

  • 12/09/2018
  • 09:26
  • Atualização: 09:48

Objetos de colaborador do WikiLeaks desaparecido são encontrados na Noruega

Arjen Kamphuis foi visto pela última vez em 20 de agosto

Polícia trabalha com três hipóteses sobre o desaparecimento do colaborador | Foto: Per-Inge Johnsen / NTB Scanpix / AFP

Polícia trabalha com três hipóteses sobre o desaparecimento do colaborador | Foto: Per-Inge Johnsen / NTB Scanpix / AFP

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  • AFP

Os objetos pessoais de Arjen Kamphuis, um colaborador holandês do WikiLeaks desaparecido na Noruega há três semanas, foram encontrados em um fiorde do país, indicou a polícia nesta quarta-feira. Um pescador encontrou, na terça, vários objetos do desaparecido boiando na água. Kamphuis, um especialista em cibersegurança de 47 anos considerado um associado do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi visto pela última vez no último dia 20, quando deixava seu hotel em Bodø, no norte do país escandinavo, onde estava de férias.

O desaparecimento, considerado "estranho" pelo WikiLeaks, alimenta várias teorias nas redes sociais. A Polícia aponta para três hipóteses: o desaparecimento voluntário  - que inclui suicídio -, um acidente, ou um ato criminoso. "Não avançamos o suficiente em nossa investigação para poder eliminar, ou confirmar, uma dessas três teorias", disse o inspetor Bjarte Walla. "Mantemos todas as possibilidades em aberto", acrescentou.

Os objetos foram encontrados perto de Kvaenflåget, 50 quilômetros ao leste de Bodø. A polícia e os socorristas estão rastreando a zona, tanto na água quanto na superfície, indicou Walla. Segundo Ancilla van de Leest, uma amiga do desaparecido, Kamphuis não mostrava "absolutamente qualquer sinal de querer desaparecer". "Ao contrário, tinha muitos projetos, tanto pessoais quanto profissionais".

Segundo os investigadores, no último dia 20, o holandês teria tomado um trem de Bodø para Rognan, um pouco mais ao sudeste. De acordo com o WikiLeaks, ele tinha uma passagem aérea para um voo dois dias depois que saía de Trondheim e no qual ele nunca embarcou.

Soma-se ao mistério o fato de seu telefone ter sido detectado no último dia 30 por uma antena de telefonia perto de Stavanger (sudoeste do país), a mais de 1,6 mil quilômetros de Bodø. A polícia não sabe se foi o próprio Arjen Kamphuis que ativou o aparelho.

Nesta segunda-feira, dois investigadores holandeses chegaram a Bodø para colaborar com seus colegas noruegueses. Fotos nas redes sociais mostram Kamphuis de óculos, cabelo loiro e de barba. A plataforma WikiLeaks é conhecida por publicar documentos comprometedores da diplomacia e do exército americano.

Segundo Ancilla van de Leest, as relações entre Arjen Kamphuis e WikiLeaks "foram exageradas pela imprensa". "Ele ajuda várias organizações, dando-lhes conselhos em cibersegurança", entre elas o WikiLeaks, completou.