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Porto Alegre, terça-feira, 25 de Setembro de 2018

  • 12/09/2018
  • 10:13
  • Atualização: 10:30

Relatório do Fundo Mundial pede mais investimento contra malária, aids e tuberculose

Diretor executivo afirmou que países devem agir com urgência na erradicação das epidemias

Texto demonstrou preocupação com o crescimento nos casos de malária após dez anos de queda | Foto: Marvin Recinos / AFP / CP Memória

Texto demonstrou preocupação com o crescimento nos casos de malária após dez anos de queda | Foto: Marvin Recinos / AFP / CP Memória

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  • AFP

O combate contra aids, tuberculose e malária precisa de mais investimentos, porque as taxas de mortalidade e de infecção ainda estão muito elevadas, avalia o Fundo Mundial de luta contra as doenças em seu relatório anual publicado nesta quarta-feira. "Os números da mortalidade por aids, tuberculose e malária ainda estão, porém, muito elevados, e a constatação é ainda mais severa para o número de novas infecções", escreve o diretor executivo do fundo, Peter Sands.

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A tuberculose se tornou "a principal causa de mortalidade por doença infecciosa, provocando 1,7 milhão de óbitos e mais de 4 milhões de casos não detectados a cada ano", afirma o texto. Além disso, acrescenta o informe, "é alarmante constatar que o número de casos de malária subiu, após mais de dez anos de queda".

Em 2016, foram registrados cinco milhões de casos a mais de malária em relação a 2015. Já o número de mortes relacionadas à aids ficou abaixo de um milhão em 2016 e 2017, ou seja, duas vezes menos do que o pico da epidemia em 2005, de acordo com os números divulgados em julho pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS UNAIDS.

"O número de novas infecções de HIV está em alta, porém, entre algumas populações-chave, assim como entre os adolescentes em alguns países", lamentou o Fundo Mundial. "Se quisermos pôr fim às epidemias até 2030 (...), temos de agir com urgência", afirmou Sands, reivindicando "mais investimentos" e "parcerias ainda mais eficazes".

O Fundo é uma parceria entre Estados, organizações da sociedade civil, setor privado e pacientes. Quase 4 bilhões de dólares (95% oriundos de autoridades públicas) são investidos por ano para apoiar programas de saúde pública implantados, principalmente, por especialistas locais.

Os principais contribuintes são Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha e Japão. A cada três anos acontece uma conferência de financiamento, que tem como objetivo arrecadar recursos para o próximo triênio. A próxima acontece em Lyon, na França, em 10 de outubro de 2019.