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  • 09/01/2019
  • 00:11
  • Atualização: 00:30

Trump prega "crise humanitária" e exige recursos para muro

Democratas exigem que presidente reabra o governo e pare com "desinformação"

Democratas exigem que presidente reabra o governo e pare com

Democratas exigem que presidente reabra o governo e pare com "desinformação" | Foto: Carlos Barria / AFP / CP

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apelou para o lado emocional, em sua pressão para garantir fundos para um muro na fronteira com o México. Ele definiu a situação como "crise humanitária" e citou supostos "milhares de crimes" dos que entram ilegalmente no país. "É a trágica realidade da imigração ilegal. É o ciclo que estou determinado a encerrar", discursou em rede de TV nesta terça-feira.

Trump relatou que os democratas "se recusam a aceitar a crise e fornecer recursos para as equipes de fronteira fazerem seu trabalho", ao comentar os 5 bilhões de dólares pedidos para o projeto. "O muro vai se pagar muito rápido. Também será pago indiretamente pelas transações bilaterais que faremos com o México", projetou.

A líder da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosy, rechaçou a fala presidencial, em pronunciamento logo a seguir. "Muito do que ouvimos do presidente é desinformação. Ele escolheu apelar para o medo, ao invés de se ater aos fatos", definiu. "O presidente tem mantido seus cidadãos reféns com o governo paralisado. É hora de encerrar isso", frisou.

Trump garantiu que sua solução é essencial. "Minha administração está fazendo todo o possível para ajudar aqueles impactados pela situação. Mas apenas se os Democratas passarem os recursos, essa situação poderá ser resolvida", comentou. "Eu convoquei as lideranças do Congresso amanhã para fazer isso acontecer."

Os democratas responderam de forma incisiva. "Esse presidente usa o pano de fundo do salão oval para criar uma crise e gerar turbulência para tentar impor algo na sua administração", declarou o senador Chuck Schumer, outra liderança democrata. "Presidente, reabra o governo e poderemos resolver nossas diferenças sobre a fronteira."