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Porto Alegre, sábado, 19 de Janeiro de 2019

  • 10/01/2019
  • 14:22
  • Atualização: 18:03

Maduro presta juramento como presidente da Venezuela

Nenhum país da União Europeia ou das Américas participou da posse

Segundo mandato de Maduro vai de 2019 até 2025 | Foto: Yuri Cortez / AFP / CP

Segundo mandato de Maduro vai de 2019 até 2025 | Foto: Yuri Cortez / AFP / CP

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  • AFP

O presidente venezuelano Nicolás Maduro prestou juramento nesta quinta-feira para um segundo mandato de seis anos, desafiando os Estados Unidos e grande parte da comunidade internacional. "Juro em nome do povo da Venezuela (...) juro pela minha vida", declarou Maduro, que recebeu a faixa presidencial do presidente da Suprema Corte de Justiça (governista), em um ato que não foi assistido por nenhum representante da União Europeia (UE) ou a maioria dos países das Américas.

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A UE, os Estados Unidos e o Grupo Lima - formado por 14 países - ignoraram a reeleição de Maduro nas eleições de 20 de maio, promovidos pela Assembleia Constituinte no poder e boicotadas pela oposição, que as considerou uma fraude. Pouco antes da posse, os Estados Unidos novamente se negaram a reconhecer a legitimidade do governo Maduro e prometeram aumentar a pressão sobre o presidente venezuelano, de acordo com o assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton.

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"Os Estados Unidos não reconhecem a posse ilegítima da ditadura de Maduro. Continuaremos aumentando a pressão sobre o regime corrupto, apoiando a democrática Assembleia Nacional (Parlamento) e cobrando democracia e liberdade na Venezuela", escreveu Bolton no Twitter. Washington já anunciou novas sanções financeiras contra personalidades e empresas na Venezuela.

O presidente venezuelano, de 56 anos, foi empossado perante o Tribunal Supremo Eleitoral (TSJ) e não perante o Parlamento, a única instituição nas mãos da oposição. Quase em paralelo, em Washington, a Organização dos Estados Americanos (OEA) realiza uma sessão extraordinária sobre a situação no país sul-americano.