Correio do Povo | Notícias | OEA aprova resolução que declara ilegítimo governo da Venezuela

Porto Alegre

21ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, sábado, 19 de Janeiro de 2019

  • 10/01/2019
  • 15:13
  • Atualização: 18:05

OEA aprova resolução que declara ilegítimo governo da Venezuela

Brasil, Estados Unidos e Argentina estão entre os países que votaram a favor

Resolução foi aprovada por 19 votos a favor, seis contra, oito abstenções e uma ausência | Foto: Yuri Cortez / AFP / CP

Resolução foi aprovada por 19 votos a favor, seis contra, oito abstenções e uma ausência | Foto: Yuri Cortez / AFP / CP

  • Comentários
  • AFP

A Organização de Estados Americanos (OEA) aprovou, nesta quinta-feira, uma resolução para declarar ilegítimo o segundo mandato do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A resolução, aprovada por 19 votos a favor, seis contra, oito abstenções e uma ausência, declara a "ilegitimidade do novo mandato de Nicolás Maduro que se iniciou em 10 de janeiro". 

• Paraguai rompe relações com a Venezuela após posse de Maduro

A medida é um chamado à "realização de novas eleições presidenciais com todas as garantias necessárias para um processo livre, justo, transparente e legítimo", estipula a resolução.

Entre os países que votaram a favor estão Argentina, Estados Unidos, Colômbia, Chile, Equador, Canadá e Brasil. Venezuela, Nicarágua, Bolívia e alguns países caribenhos votaram contra, e entre os países que se abstiveram está o México. A sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA foi solicitada pelas missões da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Guatemala, Paraguai e Peru.

Maduro venceu em 20 de maio uma eleição boicotada pela oposição. Seu país está mergulhado em uma grave crise política e econômica que obrigou 2,3 milhões de pessoas a deixá-lo desde 2015, segundo a ONU. A crise na Venezuela causou escassez de alimentos e medicamentos e, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a inflação em 2019 atingirá 10.000.000%.

A Assembleia Geral da OEA é composta pelas delegações de todos os Estados membros ativos, que atualmente são 34, uma vez que Cuba não participa.