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Porto Alegre, sábado, 19 de Janeiro de 2019

  • 10/01/2019
  • 17:21
  • Atualização: 18:06

Maduro pede cúpula de presidentes da América Latina após onda de rejeição

Nenhum representante de países das américas ou da União Europeia participou da cerimônia de posse

Maduro reiterou suas denúncias habituais sobre uma onda de

Maduro reiterou suas denúncias habituais sobre uma onda de "intolerância" entre os governos de direita que se impuseram na região | Foto: Yuri Cortez / AFP / CP

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, propôs uma cúpula de líderes da América Latina e do Caribe, ao ser empossado para um segundo mandato (2019-2025) em meio a uma onda de rejeição internacional. "Eu propus em várias ocasiões a convocação desta cúpula para discutir com uma agenda aberta todas as questões a serem discutidas, face a face (...) Ratifico hoje a minha proposta, lanço o desafio!", clamou Maduro em seu discurso perante o Supremo Tribunal de Justiça (TSJ).

"Quero ver o rosto de Iván Duque (presidente colombiano e crítico de Maduro) e vê-lo falar sobre a Venezuela (...) acho que eles têm medo de nós", acrescentou, desafiador.

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Coincidindo com o início do novo mandato, a Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta quinta-feira uma resolução declarando o governante socialista "ilegítimo", enquanto o Paraguai anunciou a ruptura das relações com a Venezuela. O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, anunciou que os Estados Unidos vão aumentar sua "pressão sobre o regime corrupto" na Venezuela.

Ao pedir "que se escute a Venezuela" para "resolver esta situação", Maduro reiterou suas denúncias habituais sobre uma onda de "intolerância" entre os governos de direita que se impuseram na região.

O presidente acusou a oposição venezuelana, chamando-a de "fascista", de "infectar" a "direita latino-americana e caribenha". "Vamos ver o caso do Brasil e o surgimento de um fascista como o presidente Jair Bolsonaro", declarou. Maduro, que em várias ocasiões denunciou os planos de Washington de derrubá-lo ou mesmo de assassiná-lo, disse que os Estados Unidos estão promovendo uma "guerra mundial" contra a Venezuela com o apoio de governos aliados no hemisfério.