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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de Maio de 2018

  • 08/02/2018
  • 20:25
  • Atualização: 20:33

Caso de Novo Hamburgo manchou imagem da Polícia, avalia Emerson Wendt

Chefe da corporação pregou aprendizado com erros na investigação de suposto ritual macabro

Chefe da corporação pregou aprendizado com erros na investigação de suposto ritual macabro | Foto: Alina Souza / CP Memória

Chefe da corporação pregou aprendizado com erros na investigação de suposto ritual macabro | Foto: Alina Souza / CP Memória

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  • Rádio Guaíba

A reviravolta nas investigações sobre a morte de duas crianças em um suposto ritual macabro na cidade de Novo Hamburgo, no Vale dos Sinos, manchou a imagem da Polícia Civil segundo o próprio chefe da corporação. A declaração foi dada em entrevista ao programa Conexão Guaíba na tarde desta quinta-feira. Para o delegado Emerson Wendt, os erros que culminaram com a liberação dos suspeitos servem “como um processo de aprendizado interno para que esse tipo de situação não ocorra”.

A Corregedoria da Polícia irá apurar ainda a atuação do delegado Moacir Fermino, que cobria as férias do titular da Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo, Rogério Baggio. O responsável pela prisão de sete pessoas supostamente envolvidas esquartejamento das crianças declarou que chegou aos suspeitos através de “revelações divinas”, enviadas através de “profetas de Deus”. Durante uma acareação posterior conduzida por Baggio, três pessoas afirmaram que foram coagidas a dar depoimentos que incriminassem os acusados.

Emerson Wendt evitou analisar a situação de Fermino, para não induzir a investigação independente da Corregedoria. No entanto, o Chefe de Polícia afirmou que todos os agentes são orientados a trabalhar de “maneira imparcial, sem procurar reproduzir crenças, sejam elas ideológicas, políticas ou religiosas”. Um dos homens presos, o religioso Silvio Rodrigues, disse que no ato da detenção Fermino teria dito “que era Deus e que veio prender Satanás”.

As pessoas que mentiram em depoimento irão responder a um inquérito por falso testemunho e denunciação caluniosa. No Código Penal, esses crimes têm como pena reclusão de dois a quatro anos no primeiro caso e de dois a oito anos no segundo, além de multa.

Wendt classificou o caso como raro e incomum. “Imagina se essa conclusão chegasse lá na frente, lá no Judiciário. O prejuízo aos investigados, certamente, seria bem maior”, avaliou. “Esperamos conseguir dar a volta por cima em relação à mácula que pode ficar”, relatou o Chefe da Polícia Civil.

Confira a entrevista na íntegra: