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Porto Alegre, domingo, 20 de Maio de 2018

  • 02/02/2018
  • 22:00
  • Atualização: 22:08

Temer nega ter "jogado a toalha" por aprovação da reforma da Previdência

Presidente reconheceu que proposta do governo ainda precisa de "30 ou 40 votos"

Presidente reconheceu que proposta do governo ainda precisa de

Presidente reconheceu que proposta do governo ainda precisa de "30 ou 40 votos" | Foto: Beto Barata / PR / Divulgação CP

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  • Agência Brasil

O presidente Michel Temer descartou nesta sexta-feira ter desistido da reforma da Previdência. Em entrevista ao programa RedeTV News, o presidente negou que tenha “jogado a toalha” em relação ao tema. “Eu nem peguei a toalha ainda, imagine jogá-la. Pelo contrário”, afirmou. Ele ressaltou, porém, que a reforma não pode ser discutida o ano todo e que a intenção do governo é votá-la na Câmara, ao menos em primeiro turno, ainda neste mês.

Ele procurou mostrar otimismo com a contagem de votos, muito semelhante à do relator da reforma na Câmara dos Deputado Arthur Maia (PPS-BA). “Temos hoje, contabilizados, 271 votos. Faltam aí uns 30 e poucos, 40 votos. Nós estamos avançando. O presidente [da Câmara] Rodrigo Maia está ajudando muitíssimo, e estamos trabalhando quase no corpo a corpo. E quando tivermos os 308 votos, vamos colocar para votar”. definiu Temer.

Eleições

O presidente também foi questionado sobre uma possível candidatura à reeleição. Ele disse que a questão será avaliada pelo seu partido, o MDB, em junho. Temer, no entanto, sugeriu a presença de um candidato para defender as ações de seu governo e criticou as inúmeras pré-candidaturas ao cargo atualmente ocupado por ele. “Tem que ter um candidato que defenda o legado do governo. Vou ficar de olho nisso. O ideal seria ter um candidato com estas posições, alguém que diga: 'vou destruir tudo que o Temer fez' e outro que diga: 'vou manter e continuar o que o Temer fez'. Seria útil para o país”.

Ao ser perguntado se o tucano Geraldo Alckmin, atual governador de São Paulo, seria o representante das ações do seu governo, ele evitou responder. “Só me perguntem em junho.” Temer também comentou a suspensão da sua aposentadoria dos meses de novembro e dezembro. Ele, que é servidor aposentado do estado de São Paulo, não compareceu ao órgão designado para a chamada “prova de vida”. Ou seja, mostrar que ainda está vivo e que deve continuar recebendo o benefício.

A despeito de ter seu pagamento suspenso, o presidente mostrou-se satisfeito porque foi tratado “como um brasileiro”, uma pessoa comum. “No meu caso, é evidente que diariamente pode-se ver que eu estou vivo. Mas a primeira coisa é que me agradou muito ser tratado como um brasileiro. Enfim, tenho que comparecer para mostrar que estou vivo. Acho que é um tratamento igualitário que engrandece as instituições.”