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Porto Alegre, domingo, 20 de Maio de 2018

  • 07/02/2018
  • 12:04
  • Atualização: 12:10

"Jogar a toalha" seria ato de covardia, diz relator da reforma da Previdência

Maia afirmou que governo estaria apegado em mudar percepção da população

Maia disse que estaria apegado em mudar percepção da população em relação à necessidade da medida | Foto: José Cruz / Agência Brasil / CP Memória

Maia disse que estaria apegado em mudar percepção da população em relação à necessidade da medida | Foto: José Cruz / Agência Brasil / CP Memória

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O relator da reforma da Previdência na Câmara, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), e o líder do governo na Casa, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), negaram que o governo esteja fazendo um "teatro", ao insistir publicamente na tentativa de votar a proposta no Congresso até março, sabendo que não vai conseguir os 308 votos necessários para tal. Para o relator, uma desistência do governo seria um ato de "covardia".

"Reforma da Previdência não é uma aprovação fácil. Nenhuma reforma da Previdência é fácil. Mas jogar a toalha seria um ato de covardia, e isso não é uma marca desse governo", declarou Maia em entrevista. Segundo ele, o governo se apega no que avalia como uma "transformação" da percepção da população em relação à necessidade da reforma, revelada por pesquisas recentes, o que "tem eco no Congresso Nacional".

Para ele, chamar de teatro é uma "injustiça". "O sentimento de transformação que vem acontecendo na opinião pública, sem dúvida, é motivador bastante significativo para que possamos ter o número de votos que precisamos", declarou o relator. Ele citou dados do ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS), que mostrariam que o governo já possui hoje cerca de 275 votos e disse que há ainda "vários outros" deputados negociando "mudanças pontuais" no texto, o que, na avaliação dele, poderá se reverter em novos votos.

O líder do governo também negou que o Executivo esteja fazendo teatro. Ele afirmou que o governo fará a parte dele e que, caso não consiga os 308 votos, será uma decisão da sociedade brasileira. "Vamos cumprir a nossa parte, mas, se a base parlamentar entender que não tem condição de votar, essa é uma decisão da sociedade brasileira, que vai pressionar a base", declarou.