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  • 26/04/2015
  • 11:18
  • Atualização: 12:37

Polícia estoura cativeiro de taxista sequestrado na tarde desse sábado

Duas pessoas foram presas, mas polícia acredita no envolvimento de mais pessoas no crime

Vítima teria sido torturada, segundo a BM | Foto: BM / Divulgação / CP

Vítima teria sido torturada, segundo a BM | Foto: BM / Divulgação / CP

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A Brigada Militar resgatou um taxista de um cativeiro na madrugada deste domingo em Porto Alegre. A vítima, de 22 anos, estava sendo mantida refém, por cerca de dez horas, em cárcere privado, desde o final da tarde de sábado em uma casa na vila dos Sargentos, na Zona Sul da Capital. Houve agressões e torturas. Dois criminosos foram presos pelos policiais militares, mas existiriam outros envolvidos no crime.

Conforme a BM, a ocorrência teve início, segundo relato da vítima, quando duas jovens embarcaram em seu táxi WV Voyage junto a um shopping na avenida Praia de Belas e Borges de Medeiros, no final da tarde de sábado. Elas pediram uma corrida até a vila dos Sargentos, onde um grupo de criminosos estavam aguardando para rendê-lo e assaltá-lo. O motorista foi amarrado e levado para uma casa, sendo espancado e obrigado até a comer as fezes de um dos bandidos.

Com o táxi Voyage, os criminosos tentaram roubar um veículo no bairro Vila Nova, já na noite de sábado. O táxi foi abandonado estacionado no Beco do Guará, perto da vila dos Sargentos.

Neste período, o proprietário do carro já estava preocupado com o desaparecimento do profissional e, por meio do rastreador, conseguiu localizar e recolher o táxi com um guincho. Na madrugada de domingo, os policiais militares do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM) efetuaram a abordaram de um táxi Fiat Siena, com três homens e uma mulher, na região da vila dos Sargentos. Um dos passageiros portava a chave do táxi Voyage, e acabou confessando onde estava o cativeiro do taxista, na rua B, onde um adolescente foi detido como cúmplice. A vítima pode ser libertada e levada ferida para atendimento médico com múltiplas lesões de correntes do espancamento. O local foi isolado para a perícia do Departamento de Criminalística. A Polícia Civil deve investigar o caso que foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (2ª DPPA) e no Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca).