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  • 14/03/2017
  • 20:17
  • Atualização: 20:38

Acusado de abuso sexual, professor de Alegrete perde função pública

Mães de crianças ressaltaram reclamações de carinhos abusivos, como selinhos e abraços nas aulas

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  • Daiane Vivatti / Rádio Guaíba

Um professor de dança e teatro em escolas públicas de Alegrete, na fronteira Oeste, acusado de abusar sexualmente de alunas menores de idade, perdeu o direito de exercer o cargo após decisão da Justiça. Ele já havia sido condenado na Comarca de Alegrete, pela juíza Lilian Paula Franzmann à perda da função pública e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de três anos, e recorreu da decisão no Tribunal de Justiça (TJ). Os juízes do colegiado concluíram, por unanimidade, que as provas apresentadas comprovaram o ato de abuso.

A Ação Civil Pública por improbidade administrativa foi ajuizada pelo Ministério Público. Segundo o MP, em maio de 2016, durante um evento de Dias das Mães, em uma escola pública da cidade, o professor atraiu uma menina de sete anos até a secretaria da escola. Lá, ele teria virado a criança de costas para ele e se esfregado nela. Assustada, a criança saiu correndo e após alguns dias contou para sua mãe. O Conselho Tutelar foi comunicado, além do registro de ocorrência policial.

Inicialmente, o professor foi afastado e encaminhado para outra escola, mas em seguida, surgiram mais relatos de alunas que se negavam a participar das aulas de dança. Mães das crianças encaminharam documento ressaltando as reclamações dos carinhos abusivos, como selinho, abraços, promessa de não precisarem pagarem uniforme se as deixasse beijá-las e ligações para algumas alunas para que não desistissem do curso de dança.

No TJ, o professor alegou que, no Conselho Tutelar, não foram relatados outros casos de abuso sexual envolvendo crianças e apresentou relato de uma colega de profissão afirmando nunca ter presenciado atitudes inadequadas.

O processo tramita em segredo de Justiça. Cabe recurso da decisão.