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  • 26/07/2017
  • 13:31
  • Atualização: 15:15

Patrulha Maria da Penha atendeu cerca de 18 mil mulheres em 2016

Programa foi criado pela BM em 2012, sendo pioneiro no país

Patrulha atendeu cerca de 18 mil mulheres em 2016 nos 27 municípios em que atua com 32 equipes | Foto: Guilherme Testa

Patrulha atendeu cerca de 18 mil mulheres em 2016 nos 27 municípios em que atua com 32 equipes | Foto: Guilherme Testa

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A Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar atendeu cerca de 18 mil mulheres em 2016 nos 27 municípios em que atua com 32 equipes. O programa foi criado pela BM em 2012, sendo pioneiro no país. “Ameaça e lesão corporal são as ocorrências que prevalecem”, afirmou a coordenadora geral da Patrulha Maria da Penha, capitã Clarisse Heck. Ela presidiu nesta quarta-feira o 1º Seminário Interno da Patrulha Maria da Penha, realizado no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. O evento, comemorativo aos cinco anos da unidade, teve como objetivo, por exemplo, a atualização e aperfeiçoamento do trabalho realizado e ainda a troca de experiências entre os policiais militares envolvidos.

“Monitoramos os casos atendidos”, observou a oficial, acrescentando que as mulheres são orientadas para serem atendidas nos serviços municipais e estaduais disponíveis nas redes de assistência social e psicológico, entre outros serviços, onde “ela pode se socorrer e buscar apoio”. De acordo com a capitã Clarisse Heck, as mulheres “raramente voltam a ser vítima de violência doméstica e familiar”.

A oficial observou que a Patrulha Maria da Penha fiscaliza também as medidas protetivas de urgência. Ela entende que muitos feminicídios foram evitados com a atuação da BM. “No momento em que é constatado que a vítima foi agredida e o agressor está no local, ele é preso e levado à delegacia” lembrou. A capitã Clarisse Heck revelou ainda que a ideia é cada vez mais ampliar a atuação da Patrulha Maria da Penha nas cidades gaúchas.

Presente na abertura do evento, o Chefe do Estado Maior BM, coronel Júlio Cesar Rocha Lopes, parabenizou a unidade. “É um trabalho diferenciado, de qualidade, de muita abnegação, de extremo profissionalismo e dedicação”, declarou. Segundo ele, as atividades das patrulhas devem ser incrementadas. “Além de salvar vidas, vocês estão salvando famílias, cidadãos, cidadãs, comunidades e fazendo um serviço que muitas vezes ninguém quer fazer”, destacou.

“As vítimas enxergam em vocês a salvação de suas vidas”, enfatizou o oficial. “Enquanto uma mulher precisar, estaremos lá”, assegurou o coronel Júlio Cesar Rocha Lopes, referindo-se à atuação da BM na prevenção contra a violência doméstica e familiar.