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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Outubro de 2018

  • 01/01/2018
  • 15:32
  • Atualização: 15:52

Pior massacre do sistema prisional do Amazonas completa um ano

Cinquenta e seis detentos morreram e outros 130 fugiram do Anísio Jobim

Pior massacre do sistema prisional do Amazonas completa um ano | Foto: Marcelo Camargo / Agência / Brasil / CP

Pior massacre do sistema prisional do Amazonas completa um ano | Foto: Marcelo Camargo / Agência / Brasil / CP

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  • Agência Brasil

Há um ano, na tarde do dia 1° de janeiro de 2016, o pior massacre do sistema carcerário do Amazonas chocou o país. Desencadeada pela guerra entre facções rivais e em protesto contra a superlotação, uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) resultou na morte de 56 detentos, além da fuga de 130.

A rebelião começou por volta de 16h, quando alguns detentos do pavilhão 3, entre eles membros da facção criminosa Família do Norte (FDN), renderam agentes e trocaram tiros com policiais militares em uma área da unidade prisional chamada de “seguro”. Lá ficavam os presos considerados vulneráveis e alguns membros de outra facção, o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Após o massacre, 280 detentos foram transferidos para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no centro de Manaus, que, uma semana após o massacre do Compaj, foi palco de nova rebelião, dessa vez com quatro detentos mortos.

Passados alguns dias da chacina, o que se viu foi a peregrinação de familiares de presos em busca de informações, principalmente mães e esposas de detentos.