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Porto Alegre, sexta-feira, 20 de Julho de 2018

  • 02/01/2018
  • 22:08
  • Atualização: 22:10

Presídio de rebelião em Goiás passará por vistoria na quarta-feira

Após motim desta segunda-feira, foram encontradas três armas de fogo, além de um série de facões improvisados

Após motim desta segunda-feira, foram encontradas três armas de fogo, além de um série de facões improvisados | Foto: Claudio Reis / O Popular / AFP / CP

Após motim desta segunda-feira, foram encontradas três armas de fogo, além de um série de facões improvisados | Foto: Claudio Reis / O Popular / AFP / CP

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Por determinação da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça, o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia passará por vistoria na manhã desta quarta-feira. A visita foi agendada para as 8h30min entre o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, desembargador Gilberto Marques Filho, e o secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, Ricardo Balestreri.

Segunda a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), o complexo passou por "revista padrão" em outubro de 2017.

Após o motim entre facções rivais na segunda-feira, foram encontradas três armas de fogo (duas pistolas 9mm e um revólver 38), além de uma série de facões improvisados. O confronto entre alas do presídio deixou nove mortos, entre eles dois decapitados. Os corpos foram incendiados, assim como parte das instalações. Houve 14 feridos.

A rebelião ocorreu na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto. A secretaria disse que 106 detentos fugiram e nem todos foram recapturados ainda.

Em ofício ao desembargador, Cármen havia concedido prazo de 48 horas para envio de informações sobre o presídio e as providências tomadas pelas autoridades do Judiciário e do Executivo em face da rebelião e dos assassinatos.