Correio do Povo | Notícias | Operação contra roubo de energia elétrica prende quatro no Litoral Norte

Porto Alegre

21ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

  • 30/01/2018
  • 19:24
  • Atualização: 19:28

Operação contra roubo de energia elétrica prende quatro no Litoral Norte

CEEE e Polícia Civil realizaram fiscalização em 192 estabelecimentos

CEEE e Polícia Civil realizaram fiscalização em 192 estabelecimentos | Foto: Guilherme Testa

CEEE e Polícia Civil realizaram fiscalização em 192 estabelecimentos | Foto: Guilherme Testa

  • Comentários
  • Henrique Massaro

Estabelecimentos que praticam fraude de energia elétrica - o popular "gato" - no Litoral Norte foram surpreendidos por uma operação conjunta da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e da Polícia Civil nesta terça-feira. Como continuidade à campanha de combate a este tipo de crime iniciada no ano passado, 192 locais na região de Capão da Canoa, Xangri-lá e Capão Novo foram fiscalizados e quatro pessoas acabaram presas.

As fraudes de energia elétrica no Estado representam uma perda anual de aproximadamente R$ 200 milhões, explica o gerente regional da CEEE no Litoral Norte, José Antônio de Andrade. De acordo com ele, isso equivale a cerca de 750 mil megawatts de energia por hora, o que seria suficiente para atender toda a região de Porto Alegre por dois meses.

O Litoral Norte conta com 10 agências da CEEE, sendo que somente a de Capão da Canoa tem 69 mil clientes. Durante a operação, foram disponibilizados profissionais de outros municípios, reunindo um total de 100 pessoas divididas em 34 equipes. Os 192 clientes foram inspecionados depois de uma análise de dados de consumo ou através de denúncias pelo site fezgatopagouopato.com.br ou pelo telefone 0800-7212333, que têm uma média de 3 mil denúncias por mês.

"Fraude é um crime de sonegação fiscal. Não se fatura a conta de energia daquele consumo correto e acaba também não faturando a parte de impostos que vai para sociedade. É um mal para todos", afirmou o gerente regional, que também disse que a previsão é de oito anos de prisão, conforme o artigo 155 do Código Penal. Andrade também explicou que os "gatos" geram transtornos e sobrecargas na rede, além de queda de tensão e interrupções no sistema de abastecimento.

O titular da DRCP do Departamento de Investigações Criminais (Deic), delegado Luciano Peringer, disse que, quando os técnicos da CEEE detectavam a irregularidade, a Polícia Civil efetuava prisão em flagrante por furto qualificado. Ainda segundo ele,esse tipo de trabalho conjunto costuma ser realizado em estabelecimentos comerciais das principais ruas dos municípios ou onde há grandes centros comerciais. A ação desta terça, por exemplo, começou pela manhã na avenida Paraguassú. "É um trabalho tanto educativo como preventivo", definiu Peringer.