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Porto Alegre, sexta-feira, 16 de Novembro de 2018

  • 23/03/2018
  • 12:30
  • Atualização: 15:31

Casa do chefe de tráfico de Venâncio Aires tinha rede de câmeras para monitorar vizinhança

Local foi alvo de operação da Polícia Civil, que apreendeu ainda joias de ouro e drogas na mansão

Rede de monitoramento controlava vizinhança, ameaçada com toque de recolher | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

Rede de monitoramento controlava vizinhança, ameaçada com toque de recolher | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

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  • Raphaela Suzin

Em dois anos, um pequeno barraco do bairro Brands, em Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo, se transformou em uma sofisticada “fortaleza” do tráfico. A mansão do traficante conhecido como Gordo, de 32 anos, conta com uma rede de monitoramento com câmeras usada para vigiar 24 horas por dia a região e ações policiais.

O local foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação Bola 8 da Polícia Civil, desencadeada nesta sexta-feira. Na casa, de um andar, com piscina no pátio dos fundos, os agentes localizaram ainda rádios na frequência da Brigada Militar, armas, porções fartas de cocaína, maconha e crack, além de joias de ouro e quatro veículos.

Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

Chefe do tráfico na região, Gordo é um dos sete presos da operação de hoje. A esposa dele e mais três integrantes da quadrilha também foram detidos dentro da fortaleza. Do grupo, apenas um segue foragido. A Polícia cumpriu ainda outros dez mandados de busca e apreensão em residências do entorno da fortaleza do tráfico. Durante a ação, outras duas pessoas foram presas. Uma delas teria envolvimento com outro ponto de venda de drogas, localizado no bairro Santa Tecla.

De acordo com o delegado Felipe Cano, que coordenou a ação, as investigações iniciaram há cerca de oito meses, a partir de diversas ocorrências de usuários de drogas, que, quando abordados, informaram à Brigada Militar que teriam comprado narcótico na casa de Gordo. Além disso, moradores do bairro Brands haviam feito boletim de ocorrência contra o traficante.

“Os moradores se sentiam intimidados. Os traficantes usavam, inclusive, armas de fogo para intimidar a vizinhança. Além disso, teriam imposto toque de silêncio e de recolher no bairro”, explica Cano.

A operação batizada de Bola 8, é uma alusão ao Gordo. Cerca de 40 policiais civis participaram do cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão.

Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP