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  • 26/03/2018
  • 17:02
  • Atualização: 17:25

MP denuncia delegado por falsidade e corrupção de testemunhas no caso de crianças esquartejadas

Um policial civil e um informante também foram denunciados

Delegado Fermino foi denunciado por falsidade documental e corrupção de testemunhas | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

Delegado Fermino foi denunciado por falsidade documental e corrupção de testemunhas | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou, nesta segunda-feira, o delegado Moacir Fermino Bernardo, 67 anos, um policial civil e um informante de Fermino por falsidade documental e corrupção de testemunhas durante as investigações da morte de duas crianças, encontradas esquartejadas em setembro de 2017, em Novo Hamburgo.

Conforme a denúncia, da Promotoria de Justiça Criminal de Novo Hamburgo, o delegado inseriu declarações falsas em relatórios por três vezes, enquanto que o policial denunciado cometeu esse crime uma vez. Fermino também é denunciado por prometer a quatro pessoas a inserção no programa estadual de testemunhas (Protege), o que lhes garantiria casa, comida e remuneração, para que fizessem afirmação falsa, em depoimento.

Provas coletadas pela Corregedoria-Geral de Polícia apontam que a história de Fermino - que disse que as crianças teriam sido esquartejadas em suposto ritual macabro - culminou no indiciamento de sete pessoas. A resolução do crime teria sido descoberta por Fermino através de "revelações divinas". A trama foi criada por um informante - o terceiro denunciado.

Segundo o MP, o delegado Fermino, depois de assumir temporariamente a Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo, juntou um relatório de serviço falso aos autos do inquérito policial contendo a história de que as mortes tinham ocorrido durante um ritual satânico e, então, solicitou as prisões temporárias. Não houve investigação de campo e apenas testemunhas corrompidas foram ouvidas, para corroborar a narrativa fictícia do informante.