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  • 09/04/2018
  • 08:30
  • Atualização: 08:35

Disque Denúncia oferece recompensa por informação sobre líder da Liga da Justiça

Operação prendeu 142 envolvidos no grupo de milicianos, contudo Wellington da Silva Braga conseguiu fugir

Operação de combate à Liga da Justiça prendeu 142 pessoas no sábado | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

Operação de combate à Liga da Justiça prendeu 142 pessoas no sábado | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

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  • Agência Brasil

O programa Disque Denúncia, organização não governamental que trabalha em parceria com a Secretaria Estadual de Segurança do Rio, oferece uma recompensa de R$ 2 mil por informações que levem à prisão de Wellington da Silva Braga. Conhecido como Ecko, ele é apontado pela polícia como chefe do grupo criminoso Liga da Justiça, que atua em várias regiões da zona oeste da capital e na Baixada Fluminense. 

A Liga da Justiça é um grupo que atua como milícia, controlando territórios de forma ilegal, extorquindo moradores e comerciantes e explorando serviços como TV a cabo clandestina e transporte alternativo. Esses grupos começaram a se expandir no Rio na década de 1990, como uma resposta às facções criminosas que controlam territórios para comercializar drogas. Naquela época, esses grupos eram formados essencialmente por policiais e ex-policiais, e buscavam acabar com o tráfico de drogas na área controlada por eles.

Mas, de acordo com o Disque Denúncia, a Liga da Justiça já atua de forma diferente, permitindo a venda de drogas em seus territórios, em parceria com a facção Terceiro Comando Puro, e recebendo parte dos lucros. Segundo o Disque Denúncia, Ecko assumiu a liderança da quadrilha depois da morte do irmão, Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes, que chefiou a milícia até sua morte, em abril de 2017. Contra ele, há um mandado de prisão por homicídio, expedido pela 3ª Vara Criminal da Justiça do Rio.

A Liga da Justiça foi alvo de uma megaoperação da Polícia Civil no último sábado (7), que prendeu 142 suspeitos de integrar o grupo criminoso, durante uma festa em um sítio em Santa Cruz, na zona oeste. Ecko teria conseguido fugir enquanto seus seguranças trocavam tiros com policiais.