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Porto Alegre, domingo, 18 de Novembro de 2018

  • 13/06/2018
  • 17:37
  • Atualização: 19:34

Pais de alunos pedem segurança em escola estadual de Porto Alegre

Instituição foi alvo de furtos e arrombamentos na semana passada

Manifestantes reivindicam segurança para alunos e professores pela volta das atividades na escola | Foto: Mauro Schaefer / CP

Manifestantes reivindicam segurança para alunos e professores pela volta das atividades na escola | Foto: Mauro Schaefer / CP

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  • Jessica Hübler

Pais de alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Felipe de Oliveira realizaram um ato, ontem, pedindo por mais segurança para o entorno da instituição de ensino, que foi alvo de dois episódios de furto e arrombamento na semana passada. Com balões pretos, apitos e cartazes, o grupo se reuniu em frente à escola, na rua Felipe de Oliveira, no bairro Santa Cecília, em Porto Alegre, ao lado do antigo Ginásio da Brigada Militar, para chamar atenção daqueles que passavam pelo local e alertar para os recentes episódios.

A escola permanece sem luz, pois a fiação foi roubada e, até o momento, não há um prazo definido para que a energia elétrica seja normalizada. Na Felipe de Oliveira são ministradas aulas no turno da manhã e, no espaço cedido para os alunos da educação infantil do Instituto de Educação General Flores da Cunha (IE), cinco turmas têm aula pela manhã e seis à tarde. De acordo com a supervisora pedagógica Elis Dockorn, o funcionamento da escola está com horário reduzido. "As crianças são atendidas das 9h às 12h pela manhã e das 13h30min às 16h, à tarde, pois estamos sem luz", explicou.

Para a atendente e mãe de uma aluna, Cristiane da Silva Forte, o desabamento do Ginásio da Brigada Militar, ocorrido no temporal de outubro de 2017, fez com que a instituição de ensino ficasse vulnerável aos ataques. Apenas um muro separa as dependências da escola, do terreno do Ginásio e, em muitas partes, não há cerca de segurança, o que facilita o acesso. "Eles já ficaram sem água, roubaram as luzes do portão e ficamos sem campainha, agora as aulas acontecem no escuro e em horário reduzido", lamentou.

Máquinas de xerox, computadores e outros equipamentos de som, que não foram levados nos arrombamentos, não estão mais no prédio por conta da insegurança. "Levamos para outro lugar para evitar que eles voltem e levem tudo embora, porque tudo isso é dinheiro. Já levaram televisão, DVDs, aparelhos de som, além dos disjuntores de luz, o relógio da água e a bagunça que ficou", contou a supervisora pedagógica Elis Dockorn.

A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que tomou as medidas para que as aulas da Escola Estadual Felipe de Oliveira voltem à normalidade. "Na quarta-feira, dia 6, foi realizada uma vistoria no local e já foi aberto processo para a contratação de empresa para a realização das obras emergenciais. Também já foi aberto processo para a contratação de segurança para o estabelecimento", consta em nota divulgada. Conforme a pasta, o prazo para o início das obras é de até 15 dias, período que passou a contar nesta quarta-feira e depende da documentação necessária das empresas interessadas.

Sobre o ginásio, o diretor do Departamento de Logística e Patrimônio (DLP) da Brigada Militar, tenente-coronel Rogério Stumpf Pereira Júnior, a estrutura está lacrada desde que o processo de demolição foi suspenso pelo Ministério do Trabalho. "Fechamos o ginásio e a demolição será retomada tão logo a empresa entregue as documentações solicitadas pelo Ministério do Trabalho, mas está dentro do prazo de execução", explicou. Sobre o entorno do ginásio, Stumpf disse que a região é de responsabilidade do 9º BPM, que está mantendo a segurança externa.

O comandante do 9º BPM, tenente-coronel Rodrigo Mohr Picon, disse que, após o primeiro fechamento do ginásio quando a demolição foi suspensa, o prédio chegou a ser arrombado e, na semana passada, foi lacrado novamente, após os episódios ocorridos na instituição de ensino. "No momento fazemos o policiamento normal ali, como em todo o bairro. Quando o ginásio foi lacrado de novo, na semana passada, fizemos uma varredura e não tinha ninguém lá dentro", explicou. Mohr ressaltou que deve dialogar com a diretoria da escola para buscar uma solução para o problema da insegurança na região.