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Porto Alegre, domingo, 18 de Novembro de 2018

  • 26/06/2018
  • 13:27
  • Atualização: 13:55

Presos, líderes de quadrilha de roubo de carros responderão por mais de 100 crimes

Ao todo, operação Barão prendeu 35 pessoas envolvidas no esquema de furto e desmanche de veículos na região Metropolitana

35 pessoas foram presas durante a operação | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

35 pessoas foram presas durante a operação | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

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A megaoperação Barão desencadeada nesta terça-feira pela Polícia Civil desmantelou uma organização criminosa envolvida com roubo e desmanche de veículos, além da venda de peças, lavagem de dinheiro e fraudes contra seguradoras, shoppings e supermercados. Ao todo, 35 pessoas foram presas, incluindo dois líderes - empresários que comandavam a quadrilha, que atuava há mais de uma década em Porto Alegre. A dupla deve ser indiciada por mais de 100 crimes.

Mais de R$ 11 milhões de bens, entre carros de luxo e oito imóveis, foram apreendidos na ação coordenada pela Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Entre os cerca de 30 automóveis encontrados estavam BMW, Audi, Mercedes-Benz, além de uma Lotus conversível, avaliada em mais de R$ 200 mil. Os agentes recolheram também documentação e dinheiro em espécie: R$ 18 mil e 3 mil dólares. Além de um revólver calibre 38. A Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal do Deic participou do trabalho investigativo que apurou que a maioria dos suspeitos pertenciam às classes médias e alta.

Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

A operação mobilizou 370 policiais civis em 120 viaturas que cumpriram 158 ordens judiciais, sendo 34 mandados de prisões preventivas e temporárias, 52 mandados de busca e apreensão e 72 medidas de indisponibilidade de bens em Porto Alegre, Canoas, Alvorada, Viamão, Gravataí, Arroio dos Ratos, São Jerônimo e Taquara.

As investigações duraram quase um ano, sendo identificados até 61 integrantes da organização criminosa que movimentava entre R$ 500 mil e R$ 800 mil por mês. Segundo os policiais civis, a estrutura interna da quadrilha estava dividida por tarefas, possuindo um braço armado para os roubos de veículos cometidos geralmente na Capital.