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Porto Alegre, terça-feira, 20 de Novembro de 2018

  • 02/07/2018
  • 19:25
  • Atualização: 19:27

Piloto justifica pouso forçado no Pará após dois homicídios em pleno voo

Condutor da aeronave afirma ter testemunhado execução após desentendimento a bordo

Condutor da aeronave afirma ter testemunhado execução após desentendimento a bordo | Foto: Polícia Civil / Ascom / Divulgação CP

Condutor da aeronave afirma ter testemunhado execução após desentendimento a bordo | Foto: Polícia Civil / Ascom / Divulgação CP

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  • Agência Brasil

Polícia Civil do Pará e Polícia Federal investigam um caso que parece roteiro cinematográfico. O caso envolve um pouso forçado de avião em que o piloto alegou ter colocado a aeronave num rio após dois homicídios acontecerem a bordo, em pleno voo.

O caso aconteceu na última quarta-feira, mas só chegou ao conhecimento das autoridades posteriormente, quando pescadores perguntaram a policiais militares de uma unidade da região se o piloto tinha procurado ajuda. Os policiais passaram a buscar informações sobre o suposto acidente e sobre o paradeiro do piloto, que estava hospedado em um hotel próximo.

Única testemunha, o piloto foi identificado quando chegava ao distrito de Moraes de Almeida, em um mototáxi. Conduzido à seccional de Polícia Civil de Itaituba, confirmou ter pousado no Rio Jamanxim e abandonado a aeronave em seguida. Ele contou que, durante a viagem entre Guarantã do Norte (MT) e Apuí (AM), os dois passageiros a bordo se desentenderam e um deles, identificado como Polaquinho, atirou no outro, conhecido como Turco, que morreu na hora.

Ainda segundo o piloto, Polaquinho teria aberto a porta lateral da aeronave para arremessar o corpo de Turco para fora do avião, em pleno voo. O condutor da aeronave afirma que, neste momento, apanhou a arma que estava sobre o assento e decidiu matar Polaquinho. O piloto justificou sua decisão alegando temer ser morto por ter testemunhado o primeiro homicídio.

Ele contou ter acertado dois tiros em Polaquinho. Em seguida, teria se levantando para também jogar o corpo de sua vítima para fora da aeronave, mas perdeu o controle do avião, só recuperando-o a tempo de pousar no rio. Posteriormente, o piloto informou o ponto exato em que se encontrava a aeronave, prefixo PT IIU.

Policiais militares já fizeram uma vistoria preliminar no avião. Embora tenham encontrado vestígios de sangue, nem os corpos das supostas vítimas, nem a arma usada no crime foram localizados. Quando foi detido, o piloto carregava munições ilegais. Mesmo assim, foi liberado na sexta-feira a noite, após prestar depoimento.