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Porto Alegre, sexta-feira, 16 de Novembro de 2018

  • 18/07/2018
  • 11:43
  • Atualização: 11:54

MP denuncia empresário suspeito de matar ex-companheira na zona Norte de Porto Alegre

Débora Cassiane Martins Duarte, de 18 anos, foi executada com um tiro dentro do apartamento do casal

Débora Cassiane Martins Duarte, de 18 anos, foi morta pelo companheiro | Foto: Reprodução / Facebook / CP

Débora Cassiane Martins Duarte, de 18 anos, foi morta pelo companheiro | Foto: Reprodução / Facebook / CP

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O Ministério Público denunciou o empresário Marcelo de Oliveira Bueno como suspeito de matar a ex-companheira Débora Cassiane Martins Duarte, de 18 anos. Conforme o promotor de Justiça Eugênio Paes Amorim, o suspeito teria matado Débora, por “não aceitar o desejo da vítima de por fim à relação de união estável que mantinham”. Ele também deverá responder por feminicídio, que é o crime praticado por violência de gênero.

O crime ocorreu no dia 31 de maio, na zona norte de Porto Alegre. Débora foi atingida por um tiro, enquanto estava no sofá da sala do apartamento do casal na avenida Farrapos. Na ocasião, Bueno alegou que o tiro teria sido acidental.  Ele relatou à Brigada Militar que estava manuseando a pistola, de calibre 40, próximo de Débora, e que não sabia que a arma estava com uma munição na câmara. Ao apertar o gatilho, a bala atingiu Débora, que morreu na hora. E o homem foi preso pela Brigada Militar. A arma - que não tinha registro - foi apreendida.

Arma

A arma, que não tinha registro, foi apreendida no dia do crime. Segundo a denúncia, Rodrigo Mallet Maciel de Almeida recebeu a pistola usada por Bueno, como produto de um crime. Em seguida, Rodrigo teria emprestado a Marcelo de Oliveira Bueno para que o crime fosse executado. Por isso, foi denunciado pela prática do crime de receptação e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Prisão preventiva

No pedido da prisão preventiva, promotor de Justiça Eugênio Paes Amorim destacou que o denunciado ameaçava, agredia e constrangia a vítima a seguir no relacionamento. “Manter solta a pessoa que pratica tal sequência de conduta contra a companheira e que ainda arquiteta uma versão mentirosa para a execução da pobre vítima é estimular mais criminalidade e sinalizar para a sociedade que o crime compensa e as pessoas não podem crer nas instituições”, finalizou o promotor.