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Porto Alegre, sexta-feira, 16 de Novembro de 2018

  • 03/08/2018
  • 20:59
  • Atualização: 21:58

Imagens mostram marido agredindo advogada que foi encontrada morta no Paraná

Vídeo registra momento em que homem arrasta corpo da esposa para dentro do prédio

Imagens das câmeras mostra momentos de agressão e também quando marido arrasta corpo da advogada | Foto: Reprodução / Youtube / CP

Imagens das câmeras mostra momentos de agressão e também quando marido arrasta corpo da advogada | Foto: Reprodução / Youtube / CP

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* Com informações do site R7 

A advogada Tatiane Spitzner, encontrada morta no fim do mês de julho depois de cair do quarto andar do prédio em que morava, foi alvo de agressões do marido, Luis Felipe Manvailer. Imagens das câmeras de monitoramento do edifício, divulgadas nesta sexta-feira, mostram que Tatiane recebeu tapas e chutes de Manvailer antes da queda do apartamento em que o casal residia. 

Os vídeos ainda registraram o momento em que Manvailer retira o corpo de Tatiane da rua, minutos após a queda, para levá-lo para dentro do prédio. O homem, considerado o único suspeito da morte da advogada, está preso preventivamente na Penitenciária Industrial de Guarapuava, no interior do Paraná. Nessa terça-feira, ele foi indiciado por feminicídio pela Polícia Civil. Em depoimento à Polícia, ele negou que tenha jogado a vítima do quarto andar.

De acordo com o advogado Gustavo Scandelari, o modo como o corpo foi encontrado e as características da arquitetura do prédio onde o casal morava não indicam que Tatiane possa ter se atirado da sacada do quarto andar e que a advogada não apresentava comportamento depressivo que indicasse que poderia tirar a própria vida.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Bruno Miranda Maciozek, o marido da advogada Tatiane foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe e uso de meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima, além da condição do sexo feminino.

O inquérito policial já foi recebido pelo Ministério Público (MP-PR) e o prazo para que o órgão se decidir, se vai ou não oferecer denúncia pelo crime de feminicídio, termina no dia 5 de agosto.

Relacionamento abusivo

Segundo depoimentos da família da advogada, ela vivia em um relacionamento abusivo. O pai da vítima prestou depoimento à polícia e revelou que a família tinha conhecimento de que Tatiane queria o divórcio - situação que não era aceita por Luis, marido da vítima.