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Porto Alegre, sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

  • 21/08/2018
  • 12:58
  • Atualização: 13:16

Schirmer critica retorno de presos ao RS: "Uma decisão da Justiça na contramão da Segurança"

Secretário buscará apoio do Ministério Público para recorrer da decisão

Presos foram transferidos para presídios federais durante a operação Pulso Firme | Foto:  Brigada Militar / Divulgação / CP

Presos foram transferidos para presídios federais durante a operação Pulso Firme | Foto: Brigada Militar / Divulgação / CP

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O secretário estadual da Segurança Pública, Cezar Schirmer, reagiu à decisão da Justiça Federal que ordenou o retorno de sete líderes de facções criminosas gaúchas ao Rio Grande do Sul. “Mais uma decisão da Justiça Federal na contramão da Segurança Pública gaúcha. Desta vez, um juiz de Mato Grosso (do Sul) determina o retorno para o RS de sete presos de alta periculosidade, que cumpriam pena em presídios federais graças ao esforço conjunto da Operação Pulso Firme”, escreveu. “O enfrentamento ao crime, pela natureza da atividade e pelas dificuldades existentes, é difícil. Se o Judiciário não compreender que deve estar ao nosso lado, será impossível mudar esta realidade”, acrescentou, adiantando que buscará novamente o apoio do Ministério Público do Estado para “recorrer desta temerária decisão”.

No dia 13 deste mês, o juiz Dalton Igor Kita Conrado, da 5ª Vara Federal do Mato Grosso do Sul, determinou o retorno dos presos. A 1ª Vara e 2ª Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre já foram informadas pela Justiça Federal da decisão. A transferência deve ocorrer em até um mês. Considerados de alta periculosidade, os sete líderes de facções encontram-se recolhidos na Penitenciária Federal do Mato Grosso do Sul desde a realização da Operação Pulso Firmeem 28 de julho do ano passado.

Na época, 27 criminosos da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, Penitenciária Modulada de Charqueadas e Cadeia Pública de Porto Alegre (antigo Presídio Central) foram encaminhados para as penitenciárias federais de Porto Velho, em Rondônia, Mossoró, no Rio Grande do Norte, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Os apenados foram embarcados em uma aeronave da Força Aérea Brasileira na Base Aérea de Canoas. Houve a mobilização de 3 mil integrantes de 19 instituições federais, estaduais e municipais, sendo montado um forte esquema de segurança.