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  • 22/08/2018
  • 22:53

Detento é encontrado morto na Penitenciária Estadual de Canoas

Processo administrativo para apuração do caso foi instaurado

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  • Franceli Stefani

Encontrado morto dentro de uma das celas do módulo 3 da Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan), o apenado Cláudio Luiz Oliveira dos Santos, 49 anos, pode ter sido vítima do primeiro homicídio, desde que a casa prisional foi inaugurada, em março de 2016. Ao menos, essa é a principal linha de investigação da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP) da cidade. Através da assessoria de comunicação, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) diz que aguarda o laudo pericial e já instaurou o processo administrativo para apuração do caso.

Conforme o titular, delegado Luís Antônio Firmino, a equipe foi até o endereço após ser acionada de que um possível suicídio havia acontecido na casa. “Assim que os policias ingressaram no espaço encontraram uma cena característica de homicídio, com sinais de luta corporal”, frisa. Firmino detalha que havia sangue no rosto de Santos, o que não é considerado comum nesse tipo de situação. “Ao nos depararmos com a cena, pelas circunstâncias que foram observadas, o caso começou a ser tratado diferente da primeira informação que recebemos”, explica o delegado.

Segundo ele, havia outros sete homens no local. Santos havia chegado na Pecan na última quarta-feira, oriundo da Pecan IV. “Ainda não ouvimos ninguém, mas já pedimos autorizações judiciais para que possamos buscar os detentos e colher os depoimentos”, acrescenta. Firmino destaca que ainda não há nenhuma linha de investigação e que chegar a autoria de um crime que ocorre atrás das grades é uma tarefa desafiadora, já que a lei do silêncio costuma imperar. “Precisamos aguardar os laudos periciais solicitados, mas tem todas as nuances de se tratar de um crime.”

A Polícia Civil solicitou também autorização para que os detentos que dividiam a cela com Santos sejam conduzidos ao Departamento Médico Legal (DML) para verificar se algum deles apresenta alguma espécie de lesão. “Se, de fato, houve luta corporal, pode existir marcas que serão identificadas pela perícia”, explica. De acordo com Firmino, a necropsia, em média, está demorando três meses para ser liberada. Através de nota, a Susepe informou que, por volta das 6h30min, os agentes encontraram o apenado enforcado com um fio de luz ao redor do pescoço. “Imediatamente, foram realizados os procedimentos nesse s casos: chama-se a SAMU, constatado o óbito, o local é isolado e aguarda-se o Instituto Geral de Perícias (IGP).”

O apenado, segundo a superintendência, respondia pelos crimes de furto, arrombamento, porte ilegal de arma e estupro, dentre outros. Ele era condenado, até o momento, a sete anos e oito meses de prisão.

Confira, na íntegra, a nota emitida pela imprensa da Susepe:

A Susepe informa que, por volta das 06:30h, os agentes encontraram o apenado Cláudio Luiz Oliveira dos Santos, 49 anos, enforcado com um fio de luz ao redor do pescoço. Imediatamente, foram realizados os procedimentos nesse s casos: chama-se a SAMU, constatado o óbito, o local é isolado e aguarda-se o Instituto Geral de Perícias (IGP). O apenado estava respondendo pelos crimes de furto, arrombamento, porte ilegal de arma e estupro, dentre outros, estando condenado, até o momento, a 7 anos e 8 meses de prisão. O preso chegou na Pecan III, na última quarta-feira (15), oriundo da Pecan IV. A Susepe aguarda o laudo pericial e já instaurou o processo administrativo para apuração do caso.


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