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  • 23/08/2018
  • 11:20
  • Atualização: 11:52

Polícia apreende documentos de licitação investigada em Ivoti

Operação apura fraudes e irregularidades na contratação de empresas que prestam serviço de água e esgoto para a cidade

Documentos foram apreendidos em depósito abandonado | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

Documentos foram apreendidos em depósito abandonado | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

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Durante a operação Monet, que investiga fraudes de licitações e irregularidades na contratação de empresas que prestam serviço de água e esgoto em Ivoti, no Vale do Sinos, a Polícia Civil apreendeu documentos relacionados aos contratos investigados em um depósito abandonado, que fica em um prédio insalubre e sem telhado, localizado nos fundos da prefeitura.

Os documentos apreendidos no local são referentes a contratação de subestações elétricas para o município. Além da prefeitura, policiais também realizaram mandados de busca na autarquia municipal de água e esgoto e também em empresas e residências dos investigados em sete cidades do Vale do Sinos.

As investigações tiveram início após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) verificar irregularidades na contratação de empresas para prestação do serviço de água e esgoto no município de Ivoti. Em 2013, Ivoti abriu mão do serviço de abastecimento que era prestado pela Corsan e criou uma autarquia municipal. Com isso, houve a necessidade de contratar empresas que realizassem o serviço.

Conforme relatórios do TCE, as irregularidades teriam ocorrido na contratação destas empresas. Ao longo das investigações, verificou-se que as firmas, conhecidas da região, estariam sendo beneficiadas pelo então prefeito de Ivoti e pelo presidente da autarquia municipal de água e esgoto.

Com as ordens judiciais, a Polícia Civil busca comprovar o direcionamento das contratações realizadas com dispensa de licitação, contratações diretas, nas quais foram alegadas a emergencialidade, bem como as licitações realizadas. “Interessante ressaltar que nestes contratos, os investigados buscaram sempre a participação de, pelo menos, três empresas para compor cada uma dessas licitações. Durante o certame, ou as demais desistiam, ou não juntavam determinado documento exigido, restando na seleção apenas a empresa parceira do então prefeito municipal e do presidente da autarquia”, explicaram os delegados André Lobo Anicet, Max Otto Ritter e Luciana Caon, que comandaram a operação.

Nesta quinta-feira, foram cumpridos 15 mandados de busca nas cidades de Ivoti, Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Bom Princípio, Tupandi e Presidente Lucena. Residências, empresas, a autarquia municipal de água e esgoto de Ivoti e a sede da prefeitura de Ivoti foram alvo das buscas para apreender documentos e outros elementos probatórios que corroborem com os fatos até então investigados pela Polícia Civil e apontados pelo Tribunal de Contas.

“Nas buscas diversos documentos e contratos, objeto da investigação, foram apreendidos. Em um depósito, nos fundos da autarquia municipal, em um prédio abandonado, insalubre e sem telhado, estavam documentos de uma das licitações investigadas, envolvendo a contratação de subestações elétricas para o município”, esclareceu Ritter.

O que diz a prefeitura

Em nota, o prefeito Martin Cesar Kalkmann disse que "vamos manter foco no trabalho e deixar a Polícia fazer seu trabalho”. A prefeitura ainda destaca que o vice-prefeito Roberto Schneider foi, na época das licitações, o presidente e relator da CPI que apurou a necessidade de investigação da gestão da água.


Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP