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Porto Alegre, sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

  • 24/08/2018
  • 13:02
  • Atualização: 13:07

BNDES informa que ainda não teve acesso a relatório da PF sobre operação na JBS

Documento contém indiciamento de Joesley Batista, Guido Mantega e Antonio Palocci

BNDES informa que ainda não teve acesso a relatório da PF sobre operação na JBS | Foto: Evaristo Sá / AFP / CP

BNDES informa que ainda não teve acesso a relatório da PF sobre operação na JBS | Foto: Evaristo Sá / AFP / CP

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta sexta-feira, que não teve acesso ao relatório da Polícia Federal (PF) sobre a Operação Bullish, que investiga as operações da instituição de fomento com o frigorífico JBS. O relatório pede o indiciamento de sete pessoas, incluindo os ex-ministros da Fazenda dos governos do PT Guido Mantega e Antonio Palocci, o empresário Joesley Batista e o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho. A conclusão do relatório foi revelada pela TV Globo e confirmada pelo Estadão.

Em nota divulgada nesta sexta, o BNDES informa que "tomou conhecimento pela imprensa dos recentes desdobramentos da Operação Bullish". "O banco ainda não teve acesso ao relatório da Polícia Federal. A instituição sempre colaborou com as autoridades e continuará prestando todas as informações solicitadas nas demais etapas do processo, que agora será avaliado pelo Ministério Público Federal", diz um trecho da nota.

O BNDES ressaltou ainda que instaurou uma Comissão de Apuração Interna sobre o caso, "que não identificou nenhum fato relevante". "O banco também contratou uma auditoria internacional independente, que está sendo conduzida pelos escritórios Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP, dos EUA, e o brasileiro Levy & Salomão, com largas experiências em temas financeiros complexos, para aprofundar as investigações internas e dar maior segurança às suas informações financeiras, auditadas pela KPMG e Grant Thornton", diz a nota.

No fim de março, um comunicado interno informando sobre a investigação a cargo do Cleary Gottlieb foi distribuído entre funcionários do banco que participaram das operações com o grupo J&F, como revelou o Estadão/Broadcast em maio. Além de informar da investigação, o comunicado pedia aos funcionários para que não apagassem e-mails que poderiam ser solicitados nas investigações.

A PF e o MPF deflagraram a Operação Bullish em maio de 2017. A operação cumpriu 47 mandatos de condução coercitiva e busca e apreensão contra técnicos, executivos ou ex-executivos do banco, incluindo o ex-presidente Coutinho. Uma semana depois, a delação premiada de executivos da JBS seria revelada, envolvendo o presidente Michel Temer. Investigadores que trabalham na Bullish alegam que há indícios de crime, que teriam sido omitidos na delação premiada.

Na nota desta sexta-feira, o BNDES reafirmou a confiança na integridade de seu corpo técnico.  "O Banco acompanha o trabalho da Polícia Federal, do Ministério Público, do Poder Judiciário e das instituições de controle do Estado brasileiro, na crença de que, ao final, os fatos serão adequadamente esclarecidos à sociedade. Por fim, o BNDES reitera a confiança na impessoalidade de seus processos colegiados e na integridade de seu corpo técnico", diz a nota.