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  • 26/08/2018
  • 08:31
  • Atualização: 08:47

Líder de organização criminosa que ordenou sequestro em Bagé é transferido para a Pasc

Homem estava detido desde 2014, no Presídio Regional de Pelotas

Criminoso foi transferido no sábado | Foto: Ministério Público / Divulgação / CP

Criminoso foi transferido no sábado | Foto: Ministério Público / Divulgação / CP

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O líder da organização criminosa que atua no Sul do Estado e apontado como o mandante do sequestro de um empresário em Bagé, Tiago Mochilão já está detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Ele estava preso desde 2014, no Presídio Regional de Pelotas. A transferência do criminoso ocorreu na manhã de sábado na chamada Operação Pulso Forte com forte esquema de segurança, que contou com apoio da Brigada Militar e da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).

A troca de estabelecimento prisional foi autorizada pela Vara de Execuções Criminais da Justiça de Pelotas, que acatou pedido do Ministério Público de Bagé, em conjunto com a investigação da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec).

De acordo com o Promotor de Justiça Cláudio Rafael Morosin Rodrigues, a mudança de Tiago Mochilão pata a Pasc é em definitivo. “Havíamos pedidos em meados de junho e julho essa transferência. E com a grande escalada criminosa do apenado, foi acatado pelo juiz e, então, realizamos a operação”, explicou. A chegada do detento na Pasc ocorreu no início da tarde.

Foto: Ministério Público / Divulgação / CP

Além do sequestro do empresário em Bagé, que foi libertado na noite da última quarta-feira, quando seis integrantes da quadrilha foram presos, Tiagão Mochilão também foi acusado de coordenar um assalto que resultou na morte de um tradicionalista gaúcho em janeiro deste ano, também em Bagé. O criminoso possui uma extensa ficha de antecedentes. A quadrilha dele atua em várias frentes, incluindo roubos a joalheiras, tráfico de drogas e latrocínios, entre outras.

De acordo com o Ministério Público, o nome da mobilização de transferência do bandido é alusivo à operação Pulso Firme, realizada em julho do ano passado e que transferiu 27 líderes de facções gaúchas para penitenciárias federais. Cinco deles já voltaram ao RS e outros dez têm previsão de retorno em breve.