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  • 27/08/2018
  • 12:53
  • Atualização: 13:39

Celulares, drogas e facas são apreendidos em cadeias do RS

Operação Inferno de Dante busca reprimir homicídios, incêndios e motins em prisões gaúchas

Ação aconteceu em oito prisões | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

Ação aconteceu em oito prisões | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

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A Polícia Civil apreendeu dezenas de celulares, drogas e facas em cadeias do Rio Grande do Sul, durante a operação Inferno de Dante. A ação, desencadeada nesta segunda-feira, busca reprimir homicídios, incêndios e motins em prisões gaúchas. Ao todo, foram cumpridos 34 ordens judiciais nos presídios de Dom Pedrito, Bagé, Rosário do Sul, Pelotas, Caxias do Sul, São Borja, São Gabriel e Montenegro.

“É importante salientar que, mesmo que os suspeitos já estivessem recolhidos ao sistema prisional, muitos deles estavam prestes a ganhar liberdade provisória. Desta forma, com o cumprimento das prisões preventivas, busca-se deixar comunidade mais segura”, explicou o delegado André de Matos Mendes.

A ação faz parte da investigação de um motim que aconteceu em 19 de março, no Presídio Estadual de Dom Pedrito. Na ocasião, dezenas de detentos invadiram uma ala destinada aos presos em isolamento especial, e também a ala destinada as celas femininas do estabelecimento prisional.

“As investigações apontaram que o objetivo dos amotinados era matar dois presos que eram considerados inimigos do chefe de organização criminosa que domina o pavilhão onde ocorreu o motim. No dia do fato, os detentos amontoaram colchões, cobertores, bancos e outros objetos e atearam fogo em frente às celas onde estavam as vítimas pretendidas, causando um grande incêndio no interior da galeria, ocasionando a morte de um preso, queimaduras de terceiro grau em outros dois presos, e expondo a perigo de morte outros quarenta detentos, sendo doze vítimas mulheres, todos recolhidos à ala invadida”, explicou o delegado.

Durante o trabalho de investigação policial, dezenas de horas de gravações de câmeras de segurança foram analisadas criteriosamente. Foram realizadas perícias e mais de cem pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil. “Ao longo das investigações foram identificados, ao todo, 31 detentos envolvidos no ato criminoso, todos investigados pela participação direta ou indireta na morte do preso, na tentativa de homicídio de outros 42 presos, organização criminosa, incêndio criminoso e dano ao patrimônio público”, esclareceu Mendes.