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Porto Alegre, sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

  • 06/09/2018
  • 12:31
  • Atualização: 12:37

Justiça condena quatro homens por assassinato de jovens em festa de aniversário em Alvorada

Somadas, as penas chega a 436 anos de prisão

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Após júri de mais de 14 horas, o Tribunal de Justiça condenou, nesta quarta-feira, quatro pessoas pelo assassinato de quatro jovens durante uma festa de aniversário em Alvorada, na região Metropolitana. Somadas, as penas chegam a 436 anos.

Os réus Christian Macedo Rodrigues, o “Gordo Cris”; Rodrigo Barbosa Pires, o “Fumacinha”; Andrei Gonçalves Rodrigues, a “Bola”; e Bruno José Paranhos da Silva foram condenados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, corrupção de adolescentes e organização criminosa. Andrei e Bruno foram condenados a 94 anos de prisão cada um e Cristian e Rodrigo, a 124 anos. Apenas Gordo Cris – líder da quadrilha - segue foragido, os demais já foram presos.

“A polícia filmou os depoimentos na fase investigatória e garantiu a delação de integrante da facção, o que foi importante para o suporte probatório, mesmo que ontem, em plenário, eles tenham tentado se retratar. Vale sublinhar também, o esforço da 1º Vara Criminal de Alvorada em levar com celeridade o caso a julgamento popular”, explicou promotor de Justiça Criminal de Alvorada, Marcelo Tubino.

O crime

Os quatro réus integravam a facção conhecida como “Os Patinhos” (Abertos) que atuava na Vila Timbaúva, em Porto Alegre, e tinha por objetivo ampliar o território para o município de Alvorada.

Na noite de 1º de março de 2015, no bairro Jardim Algarve, as vítimas Cristian Rodrigues de Assis, de 19 anos, Bayanildo de Andrade, Jonas Dorneles de Souza e Andrey Flores Monticelli, todos de 16 anos, foram executados a tiros pelos réus.

“O crime foi motivado por motivo torpe. As vítimas não tinham antecedentes e foram confundidas com traficantes por estarem reunidas em comemoração ao aniversário de uma delas ( Cristian) e terem se deslocado até a esquina da rua para que pudessem utilizar sinal de internet” é o que afirma o Ministério Público na denúncia.