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  • 11/01/2019
  • 13:42
  • Atualização: 14:15

Polícia Civil vai apurar caso de militar que fugiu de abordagem

O sargento carioca de 28 anos de idade teve de ser contido com um disparo de arma de choque elétrico

Automóvel, de cor branca, encontrava-se com licenciamento vencido | Foto: EPTC / Divulgação / CP

Automóvel, de cor branca, encontrava-se com licenciamento vencido | Foto: EPTC / Divulgação / CP

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A Delegacia de Lesões Corporais da Divisão de Crime de Trânsito da Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso de um militar do Exército Brasileiro que, conduzindo um Hyundai Veloster, fugiu e foi perseguido pela Brigada Militar no final da madrugada desta sexta-feira em Porto Alegre. Tudo começou quando ocorreu um acidente de trânsito com danos materiais envolvendo o sargento e outro veículo na rua Auxiliadora, no bairro Auxiliadora. O automóvel, de cor branca, modelo 2011-2012, encontrava-se com licenciamento vencido.

Dois agentes da EPTC foram atender a ocorrência e depararam-se com a negativa do sargento em submeter-se ao teste de etilômetro como é de praxe. O efetivo do 11ºBPM foi chamado. Aproveitando um momento em que os brigadianos afastaram-se do local, o militar e um amigo embarcaram no automóvel, fugindo em alta velocidade. Acionados novamente, os policiais militares começaram uma perseguição que terminou somente na rua Plácido de Castro, no bairro Santo Antônio. O militar, que é carioca e tem 28 anos de idade, tentou mesmo assim evadir-se e teve de ser contido com um disparo de pistola Spark que descarrega um choque elétrico. Ele foi então algemado e conduzido à Polícia Civil. O 19ºBPM prestou apoio aos colegas do 11ºBPM.

Na ocorrência registrada, os policiais militares relataram que o sargento “furou” vários semáforos com sinal vermelho pelo caminho, desrespeitou diversas ordens de parada e atropelou uma pessoa na avenida Princesa Isabel, no bairro Santana. Em um determinado momento, os brigadianos tentaram fazer uma barreira com uma viatura, sendo que o Veloster avançou sobre ela.

Os policiais militares tiveram de efetuar disparos contra o veículo que prosseguiu em fuga. Uma suposta arma que o militar portava pois fazia menção de tê-la, não foi encontrada. “Vamos verificar se a Polícia do Exército recolheu alguma arma. Na ocorrência não consta nenhuma apreensão de arma”, ressaltou o delegado Carlo Butarelli. Ele explicou que serão “coletadas provas” e ouvidos agentes de trânsito, policiais militares, envolvidos e testemunhas com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias do fato.

Imagens de câmeras de monitoramento serão examinadas e também estão sendo aguardados os laudos do Instituto-Geral de Perícias, inclusive no veículo. “Um laudo preliminar de embriaguez deu negativo”, frisou, lembrando que ainda existe o exame toxicológico. O militar responderá em liberdade, tendo sido feito um Termo Circunstanciado. Já o gerente de fiscalização de trânsito da EPTC, Paulo Ramires, avaliou que o militar complicou a situação que seria apenas de um licenciamento vencido. “Ele criou uma outra situação”, resumiu, referindo-se à direção perigosa, desacato e desobediência.