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  • 09/11/2015
  • 11:34
  • Atualização: 11:58

Mulher de Cunha teria omitido da Receita ativos no exterior, diz jornal

Presidente da Câmara dos Deputados é investigado por lavagem de dinheiro

Cláudia Cordeiro teria omitido da Receita ativos no exterior, diz jornal  | Foto: Evaristo Sa / AFP / CP Memória

Cláudia Cordeiro teria omitido da Receita ativos no exterior, diz jornal | Foto: Evaristo Sa / AFP / CP Memória

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A mulher de Eduardo Cunha, a jornalista Cláudia Cordeiro Cruz, teria omitido a existência de ativos no exterior que deveriam ter sido declarados para a Receita Federal e para o Banco Central. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo jornal Folha de São Paulo

De acordo com a publicação, extratos bancários da conta Kopek, em nome de Cláudia, mostram que no dia 31 de dezembro de 2014 estavam depositados 278 mil dólares. Um ano antes, na mesma data, o saldo era inferior, de 148 mil dólares. Já em 2012, a conta possuía o valor de 287 mil dólares. 

Conforme a normativa do Banco Central, todo contribuinte que possuir contas no exterior com saldo superior a R$ 100 mil é obrigado a declarar o valor. A omissão dessa declaração pode ser punida com multa de R$ 250 mil. A própria informação da existência da conta, independente do valor, já é obrigatória. 

A Folha de São Paulo relata que os recursos da conta Kopek e da Netherton Investments, que têm como beneficiário Eduardo Cunha, foram bloqueados em abril, quando o Ministério Público instaurou um inquérito contra o presidente da Câmara dos Deputados por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. 

Cunha, que sempre negou a existência das contas, mudou a versão quando o Tribunal Federal Suíço rejeitou o recurso dos advogados do presidente da Câmara que era contra a transferências da investigação da procuradoria suíça para as autoridades brasileiras.

Segundo o jornal, o parlamentar passou a afirmar que era beneficiário de duas trusts - estrutura que administra bens de terceiro - e que os recursos em nome de Cláudia não precisavam ser declarados à Receita Federal por manter saldo inferior ao mínimo que torna a declaração obrigatória.