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  • 19/12/2016
  • 13:39
  • Atualização: 13:47

Servidores dão abraço simbólico na FEE em Porto Alegre

Ato serviu para pedir apoio da comunidade gaúcha contra a extinção

Funcionários da FEE deram um abraço simbólico no prédio da instituição | Foto: Guilherme Testa

Funcionários da FEE deram um abraço simbólico no prédio da instituição | Foto: Guilherme Testa

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  • Henrique Massaro

Durante as manifestações que marcaram as ruas de Porto Alegre nesta segunda-feira, os servidores da Fundação de Economia e Estatística (FEE) se reuniram para um abraço simbólico na sede da entidade, localizada na rua Duque de Caxias. No pacote de medidas do governo do Estado, a instituição é atingida pelo Projeto de Lei (PL) 246, que propõe a sua extinção e a de outras cinco fundações.

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Para a pesquisadora da FEE, Daiane Menezes, esta seria uma semana de comemorações. No domingo, ela e uma grande leva de concursados completaram dois anos junto à instituição. No entanto, o aniversario ficou de lado em virtude da possibilidade do fim da Fundação.

De acordo com a pesquisadora, o objetivo do ato era conseguir juntar o máximo de apoiadores para tentar vetar o PL. “A gente conseguiu mostrar que a FEE tem apoio em amplo espectro”, disse e completou comentando que a entidade é uma fornecedora de informação para toda a sociedade.

Conforme informações divulgadas pelos servidores, a FEE representa 0,07% do orçamento do Estado e ainda vem reduzindo seus custos nos últimos anos. De 2011 até este ano, por exemplo, a redução foi de 50%. Outros dados divulgados pelos organizadores do ato também dão conta de que as assessorias recentes realizadas pela Fundação ao governo geraram uma economia de R$ 9,1 milhões aos cofres públicos.

A FEE realiza uma série de estudos e pesquisas. Entre os temas, estão agronegócio, comércio exterior, economia internacional, conjuntura, demografia e previdência, desenvolvimento regional, economia da educação, da saúde e do meio ambiente, finanças públicas, história, instituições e desenvolvimento econômico, indústria e competitividade, inovação, mercado de trabalho, políticas públicas e planejamento urbano.