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  • 26/05/2016
  • 08:46
  • Atualização: 08:48

Prefeituras voltam a cobrar melhorias na ERS 239

Expectativa é que a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) de uma resposta sobre as demandas em 60 dias

Encontro marcado para julho debaterá obras e ações emergenciais que serão executadas na via | Foto: Stephany Sander / Especial CP

Encontro marcado para julho debaterá obras e ações emergenciais que serão executadas na via | Foto: Stephany Sander / Especial CP

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Dentro de 60 dias a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) deve dar uma resposta sobre as demandas de melhorias solicitadas pelas prefeituras das cidades de Estância Velha, Novo Hamburgo, Campo Bom, Sapiranga, Araricá, Nova Hartz, Parobé, Taquara, Rolante e Riozinho, que compreendem o trecho da ERS 239. Entre os pedidos estão a construção de passarelas para os pedestres, melhorias nos retornos da estrada, trechos que compreendem o maior número de acidentes, e ainda a retomada da iluminação ao longo da via.

As ações foram debatidas em uma nova audiência pública, organizada pela Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa, na noite da última terça-feira, e que ocorreu na Câmara de Vereadores de Campo Bom. Além de representantes dos municípios do vales do Sinos e Paranhana, membros da Universidade Feevale participaram do evento, já que a instituição solicita, a mais de cinco anos, melhorias no trecho de acesso ao seu Campus II.

Segundo o deputado estadual Tarcísio Zimmermann, o principal ponto colocado em pauta foi a necessidade de investimentos dos recursos que são recolhidos pelo pedágio da EGR, situado em Campo Bom. “Os prefeitos não querem investimentos apenas na conservação da estrada, mas que os valores sejam também destinados para as demais melhorias e obras”, explica o deputado, salientando que entre os encaminhamentos do encontro, está a realização de uma reunião de trabalho com a EGR para ampliar a discussão sobre a rodovia até o mês de julho.

A empresa afirma que deve licitar, até julho deste ano, obras que atenderão os quase 9 mil veículos que acessam o campus da Feevale diariamente, mas a construção de um viaduto, como foi pedido pela instituição, não deve ocorrer. Em 60 dias, uma nova reunião, envolvendo a Comissão de Assuntos Municipais, as Prefeituras e a EGR irá debater o aprimoramento das perspectivas de obras e de ações emergenciais a médio e longo prazo. Até o encontro a empresa deve ainda dar uma resposta sobre a solicitação de urgência em relação às obras que atendam à Feevale e também ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRS), situado em Sapiranga.

Entre as obras destacas como essenciais pelos municípios estão listadas a necessidade de passarelas nos trechos urbanos da rodovia, principalmente no trecho que passa pela cidade de Sapiranga. A prefeita do município, Corinha Molling, afirma que as construções são necessárias, principalmente próximo a indústrias, locais onde o fluxo de pedestres é intenso e as travessias se tornam muito perigosas.

“Cerca de 25 mil pessoas vivem do lado sul da rodovia, e outras mais de 50 mil do lado norte, precisando cruzar a rodovia. Precisamos urgente de uma solução. Muitas vidas são perdidas, como aconteceu com a morte por atropelamento de uma jovem em frente a empresa de calçados Beira-Rio, no último sábado”, destacou a prefeita.

As prefeituras ainda solicitam a responsabilidade da EGR pela iluminação pública da 239, melhorias de acesso à Universidade Feevale, retomada das obras de duplicação da rodovia entre Taquara a Riozinho, melhorias e fechamentos de retornos, bem como a isenção do pedágio para veículos com placas de Campo Bom.