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  • 21/06/2016
  • 20:14
  • Atualização: 21:29

Conselho rejeita pedido de Lula para abrir processo contra procurador

Entendimento foi que não há provas que ex-procurador tenha participação na divulgação dos dados

Entendimento foi que não há provas que ex-procurador tenha participação na divulgação dos dados | Foto: Heinrich Aikawa / Instituto Lula / Divulgação / CP

Entendimento foi que não há provas que ex-procurador tenha participação na divulgação dos dados | Foto: Heinrich Aikawa / Instituto Lula / Divulgação / CP

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  • Agência Brasil

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) negou nesta terça-feira pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de abertura de processo disciplinar contra o ex-procurador da República Douglas Kirschner, responsável por uma das investigações contra Lula no Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal. Na petição, os advogados do ex-presidente pediram a punição de Kirschner pelo suposto vazamento do conteúdo do processo para a imprensa e por sucessivas negativas de acesso da defesa aos autos.

Por unanimidade, os conselheiros entenderam que não há provas de que o ex-procurador tenha participação na divulgação dos dados do processo. No entanto, o CNMP decidiu que os advogados podem ter acesso às investigações e, no caso de negativas, as decisões devem ser fundamentadas pelos procuradores que dirigem as investigações.

Em abril, Douglas Kirschner foi demitido do cargo por determinação do Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF), sob a acusação de agredir sua mulher. Ele ainda estava no período de estágio probatório.

Aliados

Ainda nesta terça-feira, Dilma tem um encontro com os presidentes do PT, Rui Falcão, do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE), e do PDT, Carlos Lupi, no Palácio da Alvorada. Os presidentes das siglas aliadas devem reafirmar o seu apoio à presidente afastada e tentar traçar uma estratégia para conquistar os votos que ainda faltam no Senado para que Dilma evite o afastamento definitivo. Desde o início do processo de impeachment, os representantes das siglas aliadas têm prestado solidariedade a Dilma e feito sua defesa no Congresso.