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  • 25/07/2016
  • 12:01
  • Atualização: 12:10

Osmar Terra e três ministros privilegiaram repasses às bases políticas, diz jornal

Gaúcho liberou 16,5% de convênios para RS, segundo Estadão

Osmar Terra liberou 16,5% de todos os convênios para o RS | Foto: Patrick Grosner / MDSA / Divulgação / CP

Osmar Terra liberou 16,5% de todos os convênios para o RS | Foto: Patrick Grosner / MDSA / Divulgação / CP

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  • Rádio Guaíba

O presidente em exercício Michel Temer abasteceu o caixa de prefeituras com cerca de R$ 2 bilhões em convênios liberados em pouco menos de dois meses, conforme levantamento feito pelo jornal o Estado de São Paulo, feito com dados da Controladoria-Geral da União, e divulgado nesse domingo. Conforme a matéria, alguns ministros aproveitaram a liberação para fazer agrados às bases políticas, entre os quais está o ministro Osmar Terra, do Desenvolvimento Social e Agrário.

Segundo esses dados, Osmar Terra liberou 16,5% somente para o Rio Grande do Sul, onde é primeiro vice-presidente do diretório regional do PMDB. Procurada pela Rádio Guaíba, a assessoria de imprensa do ministro afirmou que Terra não comentará os dados.

Ainda conforme a matéria assinada por Caio Junqueira, o ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) repassou 37,4% das verbas ao Estado de São Paulo, por onde pretende se eleger senador em 2018. Ele é presidente licenciado do PSD.

O ministro dos Transportes, Maurício Quintela Lessa (PR), transferiu 36,8% para Alagoas. Ele é presidente do partido no Estado. Leonardo Picciani (Esporte) repassou 12% para o Rio. Seu pai, Jorge Picciani, é presidente do PMDB fluminense e também da Assembleia Legislativa.

As liberações de convênios realizadas pelo governo interino é maior, comparativamente, ao que vinha sendo feito pela gestão anterior, de Dilma Rousseff. Nos 133 dias em que foi a titular do cargo neste ano, Dilma repassou R$ 21,8 mil, em média, diariamente, a 2.413 municípios. Temer, em 51 dias, transferiu, em média, R$ 38,1 mil por dia. Os dados levantados pelo Estadão se referem a até 2 de julho, quando a legislação eleitoral impõe restrições aos repasses.

O Estadão lembra que o reforço no caixa serve como apoio aos prefeitos para que acelerarem obras que podem ser vitrines em disputas à reeleição.