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  • 21/02/2017
  • 22:47
  • Atualização: 22:55

Câmara aprova aumento de pena por violação de intimidade de mulheres na internet

Texto modifica Lei Maria da Penha para reconhecer divulgação de fotos não autorizadas como forma de violência

Projeto agora será analisado pelo Senado | Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados / CP

Projeto agora será analisado pelo Senado | Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados / CP

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  • Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, projeto de lei que torna crime a divulgação não autorizada pela internet de imagens, vídeos ou fotocomposições com cenas de nudez ou sexo de mulheres obtidos no âmbito das "relações domésticas, de coabitação ou hospitalidade". O projeto agora será analisado pelo Senado.

O texto modifica a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) para reconhecer a violação da intimidade como uma nova forma de violência doméstica. Atualmente, a prática é tratada como crime de injúria ou difamação. Com a mudança, a pena para quem cometer esse crime será de três meses a um ano de reclusão e multa, podendo ser aumentada "de um terço à metade" se o crime for cometido por motivo torpe ou contra pessoa com deficiência.

Outro projeto aprovado pelos deputados na tarde desta terça-feira, que também trata dos direitos das mulheres, é o que cria mecanismos que tornem efetivo o acesso das mulheres aos exames e tratamentos de câncer de colo de útero e de mama no Sistema Único de Saúde (SUS). O texto também vai à apreciação do Senado.

Originalmente, o projeto estabelecia como condição para o recebimento do Bolsa Família a realização do exame ginecológico. No entanto, o texto aprovado prevê a garantia dos exames e tratamentos relacionados a cânceres de mama e de útero. O projeto determina às redes de proteção social e de atenção básica à saúde a criação de mecanismos de busca ativa das mulheres que enfrentam dificuldades de acesso a esses procedimentos devido a barreiras sociais, geográficas e culturais.