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  • 19/05/2017
  • 12:25
  • Atualização: 12:42

Ana Amélia rejeita "uso de atalhos" para sair da crise após denúncias contra Temer

Senadora citou "jeitinho brasileiro" no caso Dilma e afirmou que situação atual é mais grave

Ana Amélia descarta uso de atalhos para sair da crise após denúncias contra Temer | Foto: Geraldo Magela / Agência Senado / CP

Ana Amélia descarta uso de atalhos para sair da crise após denúncias contra Temer | Foto: Geraldo Magela / Agência Senado / CP

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  • Cláudio Isaías

O desfecho da crise política no Brasil com as denúncias do executivo da JBS que envolvem o presidente da República, Michel Temer, não pode fugir da Constituição Federal. "Se o término dessa crise institucional significa fugir da Constituição, o Brasil será uma 'republiqueta de bananas'". A avaliação foi feita nesta sexta-feira pela senadora Ana Amélia Lemos (PP) ao participar de um café da manhã com a diretoria da Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firs), na sede da entidade no bairro Bom Fim, em Porto Alegre. A senadora afirmou ainda que já ocorreu uma “brecha” no caso do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff com relação a questão da inegibilidade ao não respeitar o texto constitucional que previa a cassação dos direitos políticos.  

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“Aquela situação foi um jeitinho brasileiro. Agora que é um caso mais grave e que se trata de uma sucessão presidencial não podemos encontrar atalhos”, destacou Ana Amélia. Segundo ela, o atalho está sendo buscado pela esquerda brasileira - PSTU, PCdoB e PT. “A oposição não está se dando conta que isso pode ser um tiro no pé. Eles estão imaginando que não poderão eleger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por conta dessa crise política, o deputado Jair Bolsonaro pode ser eleito”, ressaltou.

Conforme a senadora, a possibilidade da eleição do polêmico deputado federal carioca (PSC) existe. “A minha preocupação é que um aventureiro com um discurso absolutamente demagógico assuma a presidência do país”, acrescentou.

De acordo com Ana Amélia, esse momento do Brasil não se presta para a disputa eleitoral com um candidato de direita como Jair Bolsonoro ou de ultraesquerda. A senadora não quis adiantar quem seria o candidato da esquerda brasileira para assumir a presidência do Brasil.

Balanço de viagem 

No encontro com as lideranças judaicas do Rio Grande do Sul, a senadora realizou um balanço da sua viagem de uma semana a Israel no mês de fevereiro deste ano. Ana Amélia participou em Israel, do seminário “Project Interchange”. Além de conhecerem os programas do governo israelense, os parlamentares brasileiros tiveram encontros com representantes de Israel e da Palestina.

O convite para a viagem da comitiva brasileira, formada por senadores e deputados federais, foi feito pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), pela Federação Israelita de São Paulo (Fisesp) e pelo Instituto Arthur e Rochelle Belfer para Assuntos Latino-Americanos, entidade na América Latina ligada a AJC, sigla em inglês para Comitê Judaico Norte-Americano.