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  • 25/05/2017
  • 07:24
  • Atualização: 07:56

Crise preocupa bancada federal gaúcha

Senadora Ana Amélia Lemos qualificou atos de violência como lamentáveis

Protesto contra Temer em Brasília teve incêndios e violência  | Foto: Andressa Anholete / AFP / CP

Protesto contra Temer em Brasília teve incêndios e violência | Foto: Andressa Anholete / AFP / CP

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Parlamentares federais do Rio Grande do Sul consideraram graves e preocupantes os eventos ocorridos ontem em Brasília. A senadora Ana Amélia Lemos (PP) qualificou os atos de violência decorrentes de manifestações contra Michel Temer (PMDB) como lamentáveis. “O Brasil vive uma crise aguda e profunda. Não há mais condições de continuidade para este governo”, avaliou Ana Amélia. A senadora também defendeu que a saída mais rápida para a situação do país seria a cassação de Temer pelo TSE, no julgamento da chapa com a presidente afastada Dilma Rousseff.

Para o deputado federal Afonso Motta (PDT), no entanto, o “fato mais grave” do dia de tensão na Capital Federal foi o decreto de Temer que acionou as Forças Armadas. “Representa uma intervenção contra a legalidade. Cria um estado de exceção”, definiu o deputado.

Motta, que participou da reunião convocada pelo Colégio de Líderes na Câmara, relatou que o sentimento instalado entre os parlamentares foi de que “havia a ameaça de uma ruptura democrática”, descreveu o pedetista. Motta reconheceu que ocorreram “excessos por parte de alguns manifestantes”, mas afirmou que o Planalto precisa prestar esclarecimentos à sociedade sobre a decisão de envolver as forças militares no caso.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT) também revelou sua “perplexidade” com a decisão do Planalto, a qual o parlamentar qualificou como “gravíssima”. “As Forças Armadas não podem ser mobilizadas para proteger uma cúpula de governo comprometida com graves atos de corrupção, em meio a protestos em que a sociedade pede a interrupção deste governo”, argumentou Pimenta.