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  • 23/08/2017
  • 23:02
  • Atualização: 23:08

Presidente da Cruz Vermelha brasileira é alvo de condução coercitiva

MP do Distrito Federal investiga fraudes ocorridas em 2010 na sede de Petrópolis

MP do Distrito Federal investiga fraudes ocorridas em 2010 na sede de Petrópolis | Foto: Tiago Santos / Cruz Vermelha / Divulgação CP

MP do Distrito Federal investiga fraudes ocorridas em 2010 na sede de Petrópolis | Foto: Tiago Santos / Cruz Vermelha / Divulgação CP

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A presidente da Cruz Vermelha Brasileira, Rosely Pimentel Sampaio, e o presidente da Cruz Vermelha Brasileira, filial Rio de Janeiro, Luiz Alberto Lemos Sampaio, foram alvos de condução coercitiva nesta quarta-feira. O Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) investiga fraudes ocorridas em 2010 na Cruz Vermelha de Petrópolis e apura se a sede nacional da entidade sabia das irregularidades. Na operação realizada nesta quarta - terceira fase da Genebra - o MPDF contou com o apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPDF).

Os mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão contra Rosely e Luiz Alberto - que são casados - foram cumpridos na residência do casal, nas sedes da Cruz Vermelha (Órgão Central) e na filial Estadual da Cruz Vermelha, as duas no Rio de Janeiro. Foram apreendidos telefones celulares, computadores, pendrives e documentos. Um revólver calibre 32 foi encontrado na casa de Rosely, que foi autuada em flagrante.

A Cruz Vermelha Brasileira informou que Rosely Sampaio foi eleita em 2013, três anos após a constatação de fraude. “Assim que identificou essa fraude, Rosely e o grupo atual de diretores tomaram todas as medidas para identificar e punir os responsáveis.”

O comunicado diz ainda que “100% dos valores desviados na fraude impetrada pela Unidade de Petrópolis da Cruz Vermelha estão identificados com seus respectivos CPF e CNPJ nas mais de 70 operações bancárias rastreadas. Isso já está em posse do Ministério Público e da Polícia Civil, e só foi possível devido a fundamental ação e empenho da atual diretoria.”

Em relação à arma encontrada na casa de Rosely, a entidade afirmou que se trata de “um objeto muito antigo, sem nenhuma manutenção, sem munição, que pertenceu ao pai da presidente e é era guardada como um item de valor sentimental”.