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Porto Alegre, quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

  • 13/09/2017
  • 22:26
  • Atualização: 22:28

"Dissimulado é ele", diz advogado de Palocci

Segundo defensor do ex-ministro, "Lula muda os adjetivos com relação às pessoas à mercê da conveniência dele"

Segundo defensor do ex-ministro,

Segundo defensor do ex-ministro, "Lula muda os adjetivos com relação às pessoas à mercê da conveniência dele" | Foto: Reprodução / Youtube / CP

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O advogado Adriano Bretas, que defende o ex-ministro Antonio Palocci, titular da Fazenda e da Casa Civil, respectivamente, nos governos Lula e Dilma, reagiu ao depoimento desta quarta-feira, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e chamou o petista de "dissimulado". Segundo o defensor de Palocci, "Lula muda os adjetivos com relação às pessoas à mercê da conveniência dele".

"Enquanto o Palocci mantinha o silêncio, ele era inteligente, virtuoso. Agora que ele começou a falar a verdade, passou a ser tido e havido como uma pessoa calculista, dissimulada. Dissimulado é ele (Lula) que nega tudo aquilo que lhe contraria", afirmou Bretas. "Quando os documentos são apresentados perante ele (Lula), os documentos são falsos. Quando as provas são apresentadas perante ele, as provas são mentirosas", disse o advogado.

Lula chamou Palocci, ministro da Fazenda de seu governo, de "simulador" durante depoimento prestado ontem ao juiz Sérgio Moro em Curitiba.

Na semana passada, Palocci rompeu o silêncio e, também em depoimento a Moro, entregou o ex-presidente, a quem atribuiu envolvimento com o que chamou de "pacto de sangue" com a empreiteira Odebrecht que previa repasse de R$ 300 milhões para o governo petista e para Lula.

Segundo Lula, Palocci se preparou para cumprir um "ritual" no interrogatório feito por Moro na semana passada, com o objetivo de reduzir sua pena e conseguir a liberação de recursos bloqueados pela Justiça. O ex-presidente afirmou que, por conhecer como Palocci reage em situações adversas, sabe que o ex-ministro foi até Moro para entregar um conjunto de simulações.

O advogado de Palocci também questiona a suposta tentativa de se negar a proximidade entre Lula e o ex-ministro. "Quando as evidências são apresentadas, as evidências não existem. Basta dizer que ele chegou a ter a pachorra, pasme, de afirmar que se encontra muito raramente com o Palocci, a cada 8 meses. Só faltou dizer que não conhecia o Palocci. Então, eu só devolvo para ele os adjetivos, os atributos que ele tentou inculcar no meu cliente."