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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de Novembro de 2018

  • 27/02/2018
  • 23:30
  • Atualização: 23:33

Joesley Batista deixa PF em São Paulo após mais de 11 horas de depoimento

Fundador da JBS responde em investigação sobre suposta violação de Marcelo Miller em contrato de delação premiada

Fundador da JBS responde em investigação sobre suposta violação de Marcelo Miller em contrato de delação premiada | Foto: Marcelo Camargo / ABr / CP

Fundador da JBS responde em investigação sobre suposta violação de Marcelo Miller em contrato de delação premiada | Foto: Marcelo Camargo / ABr / CP

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  • AE

Após mais de 11 horas, o empresário Joesley Batista, da JBS, deixou a Polícia Federal em São Paulo nesta terça-feira. Ele prestou depoimento no inquérito aberto para investigar suposto envolvimento do ex-procurador da República Marcello Miller na elaboração do contrato de colaboração premiada de executivos do Grupo J&F com a Procuradoria-Geral da República. O interrogatório se iniciou por volta das 11h30min.

Miller teria recebido R$ 700 mil do grupo entre fevereiro e março de 2017, quando ainda exercia as funções no Ministério Público Federal – ele deixou a carreira em abril de 2017. Joesley está preso desde setembro na Custódia da PF, por ordem do Supremo Tribunal Federal, sob acusação de violação do acordo de delação premiada que fechou com a Procuradoria-Geral da República no ano passado – ele teria omitido informações importantes em seus depoimentos.

O empresário foi ouvido pelo delegado Malta Lopes, da PF de Brasília. O inquérito foi aberto por ordem da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo, originalmente para investigar se havia citação a ministros da Corte. Como não se apurou qualquer tipo de menção a magistrados do Supremo, o inquérito agora mira especificamente a participação do ex-procurador em um suposto esquema de colaboração à JBS. Ainda atuando como procurador da República, Marcello Miller teria ajudado na elaboração do contrato de deleção premiada dos executivos da J&F.